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Correio Braziliense

Engavetada ideia dos viadutos coloridos

 


postado em 21/05/2009 08:26 / atualizado em 21/05/2009 08:31

A pintura de viadutos do Distrito Federal com diferentes cores está suspensa desde ontem. O plano de colorir os principais elevados foi interrompido após a conclusão de duas das 12 intervenções previstas no projeto Brasília Renovada, do governo local. A decisão de encerrar as pinturas foi tomada após a repercussão negativa da ideia de colorir os viadutos da capital nos mesmos moldes adotados em casas populares. Agora, de acordo com a Secretaria de Habitação, responsável pelo projeto, as pinceladas só serão retomadas se houver ordem do próprio governador José Roberto Arruda. Conforme divulgou o Correio na edição de ontem, o governo planejava revitalizar os elevados mais danificados do DF com faixas de tinta azuis, verdes, amarelas e vermelhas. Na lista, 12 haviam sido selecionados, como o de Santa Maria, o do Gama e o do Riacho Fundo. A secretaria optou, contudo, por suspender os trabalhos após a conclusão das duas primeiras intervenções. Ontem mesmo, a pintura foi finalizada nos viadutos que ligam Samambaia ao Recanto das Emas e no da Candangolândia. Cada um deles ficou com pilares e fachadas de cores distintas. A proposta de consultar o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) sobre a possibilidade de colorir a Ponte do Bragueto, que liga a parte norte do DF ao Plano Piloto, e o Viaduto Ayrton Senna, que cruza a Estrada Parque Indústria e Abastecimento (Epia) na ligação entre Taguatinga e o centro de Brasília, também ficou para depois. “Nem adianta me procurarem. Essa questão é inegociável”, sentenciou Alfredo Gastal, superintendente Regional do Iphan. “Na área tombada ninguém vai pintar nada.” 25 mil casas A secretaria informou que os dois viadutos coloridos foram escolhidos pelas administrações regionais das cidades. Da mesma forma, as administrações escolheram as casas populares que seriam pintadas com o objetivo, de acordo com o secretário Paulo Roriz, de enfeitar a cidade. No caso das residências, os proprietários tiveram que assinar autorização por escrito. A medida faz parte de um projeto trazido de São Paulo. Lá, o arquiteto Ruy Ohtake, em parceria com o governo estadual, projeta a pintura de casas de famílias com baixo poder aquisitivo para, de acordo com o projeto, criar condições para que as comunidades sejam melhor integradas ao espaço urbano. Na capital, a iniciativa teve início nas casas no início de março. As primeiras escolhidas para receber as tintas são as da Quadra 215 de Samambaia. Além delas, receberam mãos de tinta habitações no Riacho Fundo, em Brazlândia e na Granja do Torto. Até 2010, o plano é pintar 25 mil casas.

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