Jornal Correio Braziliense

Cidades

Dono de cadela atacada por dogue alemão leva caso à Justiça

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Em 24 de janeiro, o estudante de medicina Marcelo Bogliolo passeava na 310 Sul com Bambina, uma mini schnauzer de seis meses, quando, por volta das 21h30, um dogue alemão sem coleira se aproximou por trás do animal e abocanhou-a pelas costas. " De repente, surgiu aquele monstro atrás de mim, abocanhou a Bambina e sacudiu ela no ar por uns cinco segundos. Não pude fazer nada", lembra Marcelo. O estudante conta que procurou a dona do dogue alemão, Maria de Lourdes Magalhães, no momento do ataque. Mas, segundo ele, ela não deu importância ao fato e subiu para a residência dela. Bambina foi levada ao veterinário, onde recebeu 21 pontos. Segundo o dono, a cadela ainda teve infecção por conta do ferimento. Marcelo Bogliolo prestou queixa na 1ª DP (Asa Sul) e entrou com um processo na Justiça contra a dona do dogue alemão, Maria de Lourdes Magalhães, por danos materiais e morais. A audiência de conciliação foi realizada nesta quarta-feira (17/6) na 6ª Vara Civil do Juizado Especial, mas não houve acordo. Marcelo pediu uma indenização de R$ 2 mil por danos morais e R$ 400 pelos gastos com veterinário e remédios. Para o dono da mini schnauzer, a cachorra sofreu estresse emocional. Segundo a advogada da dona do dogue alemão, Aline Ramos Ribeiro, indenizações por danos morais não cabe a animais. "Animais só possuem honra objetiva, o atributo da subjetividade é destinado apenas a pessoas físicas", alega. Ainda segundo a advogada, a culpa teria sido dos dois animais, porque Bambina também não estava usando a focinheira. Para Marcelo Bogliolo, o dogue alemão representa uma ameaça à segurança de todos." É um questão de responsabilidade social. Um animal deste tamanho andar solto, sem coleira nem focinheira, em uma região cheia de parquinho, poderia ter matado uma criança. Nesse caso, seria homicídio culposo." O processo continua tramitando e a próxima audiênca está marcada para o dia 19 de outubro.