Publicidade

Correio Braziliense

Fim de inverno com 70% de desconto


postado em 31/07/2009 08:13 / atualizado em 31/07/2009 08:18

Faltam 53 dias para o fim do inverno. E os comerciantes de Brasília já comemoram um saldo positivo nas vendas da estação. O Sindicato do Comércio Varejista do DF (Sindivarejista) fala em um desempenho entre 5% e 7% superior se comparado ao mesmo período do ano passado, enquanto as administrações dos shoppings divulgam um salto médio de 10% nos negócios. Isso em se tratando dos mais modestos. Empreendimentos, como o Brasília Shopping e o Parkshopping, tiveram as expectativas superadas e registraram um crescimento de 16% e 20%, respectivamente. Mesmo assim, ainda há estoque de sobra para as liquidações. O Pátio Brasil e o ParkShopping, por exemplo, iniciaram ontem uma promoção geral, com mais de 80% de adesão dos lojistas e descontos de até 70%.

Nos dois shoppings, a maratona de descontos prosseguirá até domingo. No ParkShopping, a campanha Lápis Vermelho ocorre duas vezes por ano, no inverno e no verão. Para esta edição, o investimento é de R$ 120 mil. “A expectativa é de que, nos quatro dias de promoção, o movimento do shopping cresça 10% e o volume de vendas aumente entre 20% e 25% em relação ao mesmo período do 2008”, afirma o superintendente do ParkShopping, Marcelo Martins. “Além de queimar o estoque, a ação também será uma oportunidade para a venda e a divulgação das novas coleções. Muitas delas já estão nas vitrines”, completa.

Janete (d), com a filha Ana Cecília, avalia que os saldões anteriores foram melhores(foto: Breno Fortes/CB/D.A Press)
Janete (d), com a filha Ana Cecília, avalia que os saldões anteriores foram melhores (foto: Breno Fortes/CB/D.A Press)


O gerente da Eckzem, Paulo Henrique de Souza, também vê outras vantagens além dos saldos com as vendas. “Por mais que o lucro seja reduzido, há um giro nas peças antigas, que também ajuda na venda das outras novas. Aqui, estamos vendendo itens em promoção e outros da coleção nova, sem desconto. Quem entra pode gostar de alguma coisa e levar mesmo sem estar com o preço tão baixo”, diz o gerente. Segundo ele, quatro dias de um fim de semana normal, sem liquidações, renderiam por volta de R$ 40 mil. Com a liquidação, há uma expectativa de um aumento de cerca de R$ 30 mil, ou seja, de 75%. Para ajudar os clientes a localizar as lojas e as peças que participam da promoção, as vitrines foram identificadas com adesivos e os lojistas usam camisetas e até pompons vermelhos na cabeça.

Visões diferentes

Elise Ramos Corrêia, 31 anos, está grávida e comemorará o primeiro Dia dos Pais neste ano. Ela foi ao shopping escolher o presente do marido, mas não resistiu aos preços baixos e alterou o roteiro. “Eu já sabia exatamente o que queria, porque vim na loja preferida dele. Mas quando cheguei aqui, vi a liquidação e acabei unindo o útil ao agradável”, conta ela, sorrindo. Elise se considera uma consumidora bem focada, que sabe o que quer e sempre prefere as liquidações. “Acho que os preços são bem mais importantes que uma coleção nova ou produtos exclusivos. E, neste ano, a promoção realmente está valendo a pena. Os preços estão bem menores”, assegura.

Janete Correa, 45 anos, também saiu com a filha Ana Ceícilia, 10 anos, para comprar um produto específico e acabou ficando por causa da liquidação do shopping. Rodeadas de sapatos, as duas tinham nas sacolas CDs, roupas, bolsas e ainda mais sapatos. Passeando há mais de quatro horas no ParkShopping, elas não pareciam ter pressa para ir embora. Ainda assim, Janete acredita que as saldões dos anos anteriores foram melhores. “Costumo comprar mais em promoções para aproveitar os preços baixos e levar. Mas até agora não vi preços tão baixos assim. Esperava mais por ser uma campanha geral no shopping”, reclama.
Nem todos os centros de compra aderiram ao período de promoções. Mas os lojistas decidiram, por conta própria, baixar o preço(foto: Breno Fortes/CB/D.A Press )
Nem todos os centros de compra aderiram ao período de promoções. Mas os lojistas decidiram, por conta própria, baixar o preço (foto: Breno Fortes/CB/D.A Press )


Com a campanha Liquidação Código Verde, o Pátio Brasil apelou tanto para a redução de 70% nos preços quanto para a responsabilidade social dos fregueses. A cada R$ 100 em compras, em vez de concorrer a um sorteio qualquer, os clientes receberão um “código verde” para ser depositado em uma urna localizada no shopping. Cada código equivale ao plantio de uma árvore, doada pelo Pátio Brasil à SOS Mata Atlântica, em áreas de preservação ambiental. A expectativa é que, com a ação, o empreendimento tenha um acréscimo de 10% no fluxo de visitantes e nas vendas acima da média diária. “Esperamos receber mais de 250 mil clientes durante a promoção”, calcula o superintendente do Pátio Brasil, Leonel Taffarel.

O aumento nas vendas não refletirá necessariamente em lucros diretos. Para alguns comerciantes, como para o proprietário da Gara, no Pátio Brasil, Alexandre Soares, oferecer descontos de 70% significa vender abaixo do preço de custo. “Não considero um prejuízo. Apesar de não ganhar dinheiro, vou colocar meu produto no mercado, trazer novos clientes para a loja e ter minha marca divulgada”, avalia. A loja está oferecendo 70% de desconto nas calças jeans, além reduções menores em outras peças.

As Organizações PaulOOctavio — responsáveis pelo Brasília, Terraço e Taguatinga Shopping — planejam promoções de inverno para a partir da segunda quinzena de agosto. “Geralmente, fazemos bazares, com descontos que chegam a 80%. Nesse período, já teremos as coleções de inverno. Então, poderemos aproveitar o movimento para divulgar as novas tendências”, planeja o superintendente de Shoppings da PaulOOctávio, Edmar Barros. Por enquanto, os empreendimentos estão com promoções isoladas. Os mais expressivos deles estão no Taguatinga Shopping, onde 60% da lojas oferecem reduções entre 40% e 60%. O Conjunto Nacional de Brasília não terá uma ação conjunta, embora várias lojas tenham promovido suas próprias liquidações. Atualmente, cerca de 40% do empreendimento (o que corresponde a cerca de 120 lojas) estão com descontos entre 30% e 70%. 

 

Dicas para compras em promoção

# As compras realizadas em promoções também estão amparadas pelo Código de Defesa do Consumidor (CDC) e as garantias são as mesmas.

# Os eventuais defeitos em produtos de mostruário que forem vendidos devem ser expressamente descritos (de preferência, na nota fiscal) e informados ao consumidor, para isentar o estabelecimento da obrigação de troca ou reparo. Caso a peça apresente defeito não informado no ato da compra, o comerciante é obrigado a substituí-lo.

# Para defeitos de fácil constatação, o prazo para reclamar é de 30 dias para bens não duráveis (roupas, descartáveis, etc.) e de 90 dias para bens duráveis (geladeira, fogão, eletrodomésticos em geral). Essa garantia pode ser maior, por ato do fornecedor, constante do manual de garantia dos produtos.

# No caso de vícios ocultos, ou seja, de difícil identificação, o prazo para reclamar se inicia quando constatado o problema.

# Condições diferentes das praticadas habitualmente pelas lojas, como a não montagem de móveis na residência do cliente, ou que o frete não está incluso, devem ser destacadas nos panfletos publicitários.


Fonte: Ibedec

 

Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação

Publicidade