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Correio Braziliense

Modelo do VLT atrai os moradores

Cerca de mil pessoas visitaram ontem o modelo do novo trem, exposto no Setor Comercial Sul


postado em 09/09/2009 08:52 / atualizado em 09/09/2009 09:03

Wesley de Almeida destaca o conforto do trem aberto à visitação pública
Wesley de Almeida destaca o conforto do trem aberto à visitação pública
Brasilienses puderam conhecer ontem um modelo de vagão do veículo leve sobre trilhos (VLT) que terá seu primeiro trecho construído na superfície da W3 Sul e Norte, na área onde hoje é o canteiro central da avenida. O novo transporte tem como meta principal desafogar o trânsito do Distrito Federal com a redução do número de carros e ônibus nas ruas. O trem está exposto na Quadra 6 do Setor Comercial Sul, em frente ao shopping Pátio Brasil. Quem passou pelo local teve a oportunidade de entrar e conferir como é o novo veículo. Segundo a Secretaria de Transportes, mais de mil pessoas visitaram o vagão, que ficará aberto até o dia 20.

 

Na hora do almoço, houve até fila para entrar no trem. Atendentes distribuíram planfletos sobre o VLT, enquanto um telão apresentava um vídeo sobre a obra. Moradores de Taguatinga, a dona-de-casa Jean Rocha de Andrade, 39 anos, e o filho Emanuel, 14, foram juntos conhecer o novo transporte ao meio-dia. Eles ficaram quase 30 minutos esperando um lugar no vagão, que recebe 50 visitantes por vez. O esforço foi feito a pedido do garoto, que desde quando ouviu falar sobre o obra, pede a mãe para conhecê-la de perto. “Uma pena que só irá atender o Plano Piloto, mas tenho fé que depois o governo irá construir esses metrôs nas outras cidades”, comentou a dona de casa. Na opinião do adolescente, o trem é “muito bonito” e “será bem melhor” quando estiver circulando.

A engenheira Lorenza Oppa pretende usar o VLT para ir ao aeroporto JK
A engenheira Lorenza Oppa pretende usar o VLT para ir ao aeroporto JK
A impressão que o instrutor de treinamento Wesley de Almeida, 28, teve ao entrar no vagão também foi positiva. “Pelo menos parece ser bem mais confortável que os outros transportes”, avaliou. Para ele, o VLT será uma alternativa de mobilidade no centro da capital. “Ás vezes, deixo o carro parado e ando de ônibus. Irei usar o novo transporte com certeza”, afirmou. A engenheira civil Lorenza Oppea, 30, está há apenas sete meses em Brasília mas se sente confiante para falar das dificuldades de fluidez do trânsito local. Acostumada a viajar a trabalho, ela sempre encontra engarrafamento na hora de pico a caminho do aeroporto. “Serei uma futura usuária do VLT e vou aposentar a ida ao aeroporto pelo Eixão”, ressaltou.

 

A preocupação do porteiro Aurélio dos Santos, 32, é em relação ao atendimento do novo transporte. Ele elogiou a iniciativa do novo modelo, que considera moderna, mas criticou o acesso restrito à população do Plano Piloto. “Um sistema desse tinha que atender a todo mundo”, disse.

Tarifa

Vagão do veículo leve sobre trilhos está exposto na margem da W3 Sul, onde circulará quando obra for concluída (foto: Gustavo Moreno/CB/D.A Press )
Vagão do veículo leve sobre trilhos está exposto na margem da W3 Sul, onde circulará quando obra for concluída (foto: Gustavo Moreno/CB/D.A Press )
Próximo ao horário do almoço, o secretário de Transportes Alberto Fraga foi ao local tirar dúvidas da população sobre o funcionamento do novo trem. Uma das questões mais perguntadas era sobre o valor da tarifa e a integração do VLT com os outros veículos do sistema de transporte. Fraga disse que, provavelmente, o preço da tarifa será o mesmo cobrado hoje no metrô: R$ 3 por viagem. “Mas isso só será definitivamente acertado quando o transporte estiver perto de funcionar”, observou. Sobre a integração entre os outros meios de transporte, ele esclareceu que o mesmo bilhete poderá ser usado para o VLT e o outro modelo, como ônibus, caso o passageiro faça apenas um único trecho.

 

O trem que está em exposição é um pouco menor do que os veículos que circularão pela W3 a partir de setembro de 2010. A obra começou oficialmente ontem com a demarcação de algumas áreas na avenida. Para tanto, serão retiradas 450 árvores que hoje fazem parte da paisagem do local. Como compensação ambiental, algumas serão replantadas na Área de Proteção Ambiental (APA) Ema/Cabeça de Veado além das 1,5 mil previstas para plantação na APA. A primeira etapa da obra irá ligar o fim da Asa Sul (516 Sul) até a 502 Norte. Serão 16 vagões que circularão a 70 km/h. Cada vagão comporta 500 pessoas.

 

As intervenções na W3 só serão sentidas pela população daqui há alguns meses, segundo Fraga. Os retornos da avenida serão fechados aos poucos. “O projeto prevê o fechamento dos retornos porque a prioridade é o transporte coletivo. Para retornar, os motoristas terão que entrar na quadra. Poderá haver um engarrafamento, mas nada que não seja já previsto”, comentou o secretário de Transportes.

 

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