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Correio Braziliense

Delegada fica no comando da investigação


postado em 09/09/2009 08:37

A cúpula da segurança pública do Distrito Federal garantiu ontem a permanência da delegada Martha Vargas e da equipe da 1ª Delegacia de Polícia (Asa Sul), chefiada por ela, à frente das investigações do triplo homicídio ocorrido no Bloco C da 113 Sul em 31 de agosto. Agentes do Serviço de Inteligência da Polícia Civil haviam pedido a transferência do caso para a Coordenação de Investigação de Crimes Contra a Vida (Corvida), antiga Delegacia de Homicídios, a alegação que tal unidade tinha mais pessoal e qualificação para investigar o crime, pois é especializada em assassinatos.

Martha Vargas segue com o apoio da direção da Polícia Civil(foto: Kleber Lima/CB/D.A Press)
Martha Vargas segue com o apoio da direção da Polícia Civil (foto: Kleber Lima/CB/D.A Press)
O diretor-geral da Polícia Civil, Cléber Monteiro, afirmou ontem que nada muda no comando das investigações. E garantiu total apoio ao trabalho de Martha Vargas e dos agentes da 1ªDP. “Ela (Martha) conta com a ajuda de outras unidades, como o Serviço da Inteligência, do Instituto de Criminalística e da própria direção. E vai ter todo o apoio técnico e de pessoal que precisar”, ressaltou Monteiro. Ele disse estar sendo informado do andamento das investigações, as quais considera ideais. Mas, como os demais envolvidos no caso, não fala sobre detalhes dos trabalho dos agentes, delegados e peritos.

A 1ªDP dispõe de 20 agentes (investigadores) de polícia. A Corvida, por sua vez, tem duas seções, cada uma com a mesma quantidade de agentes: 20. Cléber Monteiro, no entanto, disse que, se for preciso, os policiais da Corvida ajudarão os colegas da 1ªDP. Mas caberá a Martha Vargas requisitar o apoio. Monteiro não precisou quantos homens e mulheres participam da investigação no momento.


PARA SABER MAIS
Especializadas sempre ajudam

A 1ª DP é uma delegacia circunscricional. Assim como a 2ª DP (Asa Norte) ou a 3ª DP (Cruzeiro), por exemplo, é responsável pelos casos ocorridos em sua área de atuação, ou seja, a Asa Sul. Com isso, os agentes têm a obrigação de investigar de furtos a latrocínios (roubos com morte).

Como o volume de serviço é muito grande, é normal os agentes de uma delegacia circunscricional não resolverem um caso dentro dos prazos determinados pela Justiça. Assim, casos mais graves não solucionados em um determinado período são encaminhados às delegacias especializadas.

A Delegacia de Repressão a Roubos (DRR), por exemplo, apura os grandes assaltos, como a bancos ou a empresas de onde são levados alto valores. Os integrantes dessa unidade têm a missão de investigar e prender quadrilhas de assaltantes.

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