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Correio Braziliense JULGAMENTO

Corregedoria recomenda expulsão de PM


postado em 17/10/2009 07:10

O sargento ergueu os braços após o disparo que matou o torcedor(foto: Monique renne/CB/D.A Press -16/10/09 )
O sargento ergueu os braços após o disparo que matou o torcedor (foto: Monique renne/CB/D.A Press -16/10/09 )
A Corregedoria da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) decidiu, em julgamento realizado ontem à tarde, recomendar a expulsão do sargento José Luiz Carvalho Barreto da corporação. Ele é acusado de matar o torcedor paulista Nilton César de Jesus, 26 anos, que veio a Brasília em dezembro do ano passado para assistir ao último jogo do Campeonato Brasileiro de futebol no Estádio Bezerrão, no Gama, entre Goiás e São Paulo.

Por dois votos a favor e um contra, os integrantes do conselho disciplinar decidiram, numa sessão lotada no auditório da Corregedoria, a exclusão do sargento da PMDF. O julgamento começou às 14h e só acabou por volta das 18h. A platéia era formada basicamente por policiais e advogados. Segundo o corregedor da PMDF, coronel Francisco das Chagas Maia, a sentença não entra em vigor imediatamente. A expulsão do policial militar só poderá ser autorizada com a homologação do comandante-geral da PMDF, coronel Luiz Sérgio Lacerda, que pode até decidir pelo contrário e mantê-lo no emprego. Após isso, o réu poderá ou não entrar com recurso para recorrer da decisão da 1ª instância do processo administrativo.

Em 7 de dezembro de 2008, durante uma confusão entre integrantes de torcidas do Goiás e do São Paulo, times que entrariam em campo minutos depois na partida em que a equipe paulista alcançaria seu sexto título nacional, José Luiz Carvalho Barreto deu uma coronhada na nuca do torcedor tricolor e a arma disparou involuntariamente, acertando a cabeça do rapaz. Nilton, que estava de costas e com os braços levantados, caiu no chão, sangrando, e o policial levou as mãos à cabeça, assustado.

À época, a Corregedoria autuou o sargento pelo crime de lesão corporal grave. Ele foi afastado do serviço militar, que vinha desempenhando há 20 anos. Um processo administrativo foi aberto no órgão para analisar o caso, que ficou sob os cuidados do conselho disciplinar interno. Três oficiais da corporação formam o conselho e são responsáveis pelo julgamento ético-disciplinar de situações envolvendo policiais militares. O aspecto criminal do caso é avaliado na Justiça.

A ação penal contra o sargento corre na Vara de auditoria Militar do Tribunal de Justiça do DF e Territórios sob o número 2008.01.1.159291-5. Ainda não há previsão para o julgamento do caso.

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