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Correio Braziliense

Segundo a polícia, assassinato de PM foi encomendado por esposa e enteada


postado em 16/11/2009 16:59 / atualizado em 16/11/2009 19:07

A esposa do sargento da Polícia Militar morto na manhã desta segunda-feira (16/11), em Samambaia, confessou nesta tarde, segundo a Polícia Civil, que encomendou o crime. Irani Ribeiro Cardoso, 45 anos, era casada há 20 anos com o policial. Além de Irani, a enteada do sargento, Suelen Suzana Rezende, 26, também estaria envolvida no assassinato.

O crime foi tramado por quatro meses. Segundo Irani, ela e o marido estavam em processo de separação. A morte do policial foi encomendada devido ao dinheiro que os dois conseguiriam com a venda da casa.

O sargento Wagnon Ribeiro Cardoso já havia vendido seu carro, um Ford Fiesta azul, para sanar dívidas com agiotas. Porém, sua esposa não aceitava a venda da casa porque ficaria sem nenhum bem após a separação.

A mulher prestou depoimento após ter sido acusada por Hildelbrando Mariano da Silva, 42 -- que confessou ter efetuado os disparos contra o PM -- de ser a mandante do assassinato. O homem foi preso em Samambaia por policiais militares. Com ele, foi apreendida a arma utilizada no crime, onde a polícia encontrou munições pertencentes ao sargento morto.

Hildelbrando disparou seis tiros contra o sargento do Batalhão de Polícia de Trânsito (BPTrans). Cinco atingiram o PM, que morreu no local do crime, a cerca de 50 metros de sua casa. De acordo com a polícia, a munição encontrada na arma utilizada no assassinato era do policial.

Segundo Hildelbrando, Irani pagaria R$ 8 mil pela morte do marido e daria mais dinheiro depois de uns dias. A mulher já tinha oferecido R$ 5 mil a outro assassino de aluguel, que recusou a oferta por não matar policiais. O assassino e duas mulheres responderão por homicídio qualificado, podendo pegar até 30 anos de prisão.

Com informações de Naira Trindade.

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