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Correio Braziliense

Manifestantes invadem plenário da Câmara Legislativa do DF

PT e CUT-DF protocolam pedidos de impeachment


postado em 02/12/2009 14:59 / atualizado em 03/12/2009 00:53

>>André Correa
>>Helena Mader
>>Ana Elisa Santana
>>Noelle Oliveira

O protesto pela saída do governador do DF José Roberto Arruda e do vice, Paulo Octávio, acabou virando confusão na Câmara Legislativa no início desta tarde. Manifestantes invadiram a Casa e quebraram portas e mesas. Eles carregam um caixão, e alguns subiram na mesa de votação do plenário. Cerca de 100 pessoas estão no local.

Os seguranças tentaram conter a invasão, mas não conseguiram e passaram a retirar objetos para evitar que fossem destruídos. Um dos guardas se feriu quando uma das portas do local foi quebrada e foi encaminhado ao serviço médico da Casa. A Polícia Militar está do lado de fora do prédio aguardando autorização para entrar.

Os manifestantes ocupam o Plenário da Casa. As outras áreas da CLDF continuam funcionando normalmente.

Apesar da confusão, dois pedidos de impeachment foram protocolados na CLDF. O primeiro do PT, assinado pelo presidente da lengenda no DF, Chico Vigilante, e outro da CUT, assinado pela presidente Rejane Pitanga.

A presidente da CUT-DF afirma que a invasão da Câmara Legislativa não estava prevista no protesto desta tarde. "A manifestação dentro do plenário não tem aval da coordenação do movimento, não há conivência da CUT com a depedração da Câmara. É patrimônimo público e deve ser mantido", disse.

A deputada Érika Kokay (PT) foi até o plenário explicar aos manifestantes que, para que a Casa faça a leitura dos pedidos de impeachment já protocolados, é necessário que eles desocupem o local e a sessão ordinária seja instalada. Somente após a leitura dos documentos protocolados é que eles poderão ser publicados no Diário da CLDF, tornado-se assim requerimentos oficiais. Mesmo assim, vários dos ocupantes resistem e gritam palavras de ordem como "ocupar e resistir". Parte dos manifestantes são estudantes da Universidade de Brasília (UnB).

O grupo vai realizar uma assembléia para analisar o pedido feito pela deputada. Caso a desocupação não aconteça, os deputados também estudam a possibilidade de realizar a sessão em outro local, segundo informou Kokay.

De acordo a Polícia Militar, até o momento, nenhum manifestante foi preso. Um estudante chegou a ser detido pela Polícia Legislativa da Casa, mas já foi liberado. O Corpo de Bombeiros também mantém carros no local para qualquer emergência.

"Excessos"

O deputado Cabo Patrício reconheceu, em nota oficial, o direito de "todo cidadão se reunir pacificamente e livremente para manifestar-se sobre qualquer tema em debate". Porém, ele condenou "os excessos ocorridos na tarde desta quarta-feira, que causaram danos materiais e lesões corporais contra um segurança da Câmara Legislativa".

Patrício também determinou à Polícia Legislativa a instauração de um inquérito para apurar responsabilidades, "conferindo poderes para requisitar a qualquer unidade administrativa da Casa colaboração no intuito de averiguar os danos causados ao patrimônio público" . Além disso, o presidente em exercício da CLDF destacou que serão adotadas ações contra os responsáveis no sentido de ressarcir ao patrimônio público do DF o prejuízo causado.

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