Jornal Correio Braziliense

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PMDB pode ser o sexto partido a deixar base aliada

Depois de cinco partidos deixarem a base aliada do governador José Roberto Arruda (DEM), é a vez do PMDB discutir a possível saída do GDF. O assunto está na pauta da reunião ordinária da legenda, marcada para o próximo dia 7. Dessa vez, o encontro dos peemedebistas, que é realizado toda primeira segunda-feira do mês, será dominado pelos desdobramentos da Operação Caixa de Pandora, da Polílica Federal. Três distritais do partido foram citados no inquérito do Superior Tribunal de Justiça (STJ) que deu origem à operação. São eles: Eurides Brito, Benício Tavares e Rôney Nemer. Eurides, inclusive, aparece em um vídeo rebendo dinheiro de Duval Barbosa, então presidente da Codeplan e pivô do escândalo. Presidente da sigla no DF, o deputado federal Tadeu Filipelli já disse que não é a favor de qualquer iniciativa antes da apuração dos fatos. "Isso seria pré-julgar", disse o parlamentar. Sobre a suposta saída da base, Felipelli só vai se pronunciar após a reunião. "Para um partido do tamanho do PMDB (o maior em número de filiados no DF), seria uma temeridade adiantar qualquer posição." Mas a crise política do DF não ficará restrita à esfera regional do partido. A pedido do presidente da Câmara dos Deputados, Michel Temer (SP), a executiva nacional do PMDB vai se reunir na próxima quarta-feira, no diretório em Brasília, especialmente para tratar a questão. Para a presidente interina do PMDB nacional, deputada federal Iris de Araújo (GO), é preciso uma posição rápida a respeito do escândalo. "O partido tem que manter o seu perfil democrático, mas, pessoalmente, defendo o rompimento imediato com o governo e entrega dos cargos", disse enfática. Iris garante não fazer nenhum juízo preciptado de valor e diz querer, apenas, dar uma resposta rápida à população. Questionada sobre o suposto esquema de corrupção ter tido início na gestão do PMDB, Iris alegou que "não é uma questão de ficar buscando datas", e que o principal é a apuração dos fatos. Segundo depoimento de Durval, o pagamento de propina começou quando Joaquim Roriz, então peemedebista, era governador do DF. Iris e Roriz foram alidados políticos até recentemente. O governador Arruda mantinha uma base ampla de partidos. Mas, após os escândalos, PSB, PPS, PSDB, PDT e PV já deixaram de lado a aliança política. Com isso, vários cargos do GDF foram colocados à disposição.