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Correio Braziliense

Ocupantes da CLDF deixam Plenário


postado em 08/12/2009 08:56 / atualizado em 08/12/2009 09:25

Na madrugada desta terça-feira (8/12) os ocupantes da Câmara Legislativa do DF (CLDF), depois de assembleia, decidiram sair do Plenário da Casa, para que os parlamentares possam realizar trabalhos durante o dia.  Às 10h, está marcada pelo presidente interino da CLDF, Cabo Patrício (PT), sessão extraordinária para que sejam lidos os requerimentos de impeachment contra o governador José Roberto Arruda (DEM). A maioria dos manifestantes ainda permanece no prédio.

Na última segunda-feira (7) a presidente da OAB-DF, Estefânia Viveiros, na condição de cidadã, protocolou dois pedidos de impeachment na Câmara. Um deles é contra o governador Arruda, e o outro é contra o vice, Paulo Octávio. Na última semana a Procuradoria da Casa recusou cinco requerimentos alegando que os mesmos teriam sido apresentados por entidades, o que contraria o determinado pela Constituição Federal.

Entrave
O acordo de desocupação parcial, no entanto, pode dificultar a votação. Na semana passada, os governistas se negaram a comparecer, alegando falta de segurança. Como eles são maioria, a sessão teve que ser fechada por falta de quórum.

Cabo Patrício defende o retorno imediato das sessões e da pauta de votações. Os manifestantes alegam que só saem quando os acusados de participação no esquema de corrupção forem cassados.

Desocupação total
A juíza Júnia de Souza Antunes, do Tribunal de Justiça do Distrito Federal, expediu na noite de segunda uma ordem para a reintegração de posse da Câmara de Brasília, ocupada por cerca de 80 manifestantes desde quarta-feira passada (2/12) em protesto pelo impeachment do governador Arruda. Segundo a ordem, os ocupantes têm 24 horas para desocupar o prédio.

Desde a última sexta-feira (4), O TJDFT concedeu liminar para a reintegração de posse imediata do prédio da Câmara Legislativa. O pedido foi feito pelo presidente interino da Casa, Cabo Patrício (PT-DF).

Na tarde de ontem, a juíza determinou que os dois oficiais do TJDFT, presentes na Câmara Legislativa para garantir a retirada dos manifestantes, deixem a Casa. A decisão foi tomada após a Polícia Militar afirmar que a operação de reintegração de posse não poderia ser feita com o efetivo disponível e sem ações preparatórias.

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