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Avião com brasilienses faz pouso forçado em Minas

O monomotor turboélice modelo Lancair IV-P, prefixo PT-ZVN, que decolou de Brasília rumo a Paraty (RJ) às 18h17 de sexta-feira levava três brasilienses quando precisou fazer um pouso forçado em área rural de Alfenas, no Sul de Minas. O proprietário e piloto do monomotor, Gerard André Vieira de Souza, de 42 anos, disse que a aeronave sofreu uma pane do motor. As falhas mecânicas surgiram alguns minutos antes de o avião descer na cidade mineira.

Além do piloto, estavam embarcados André Ricardo Rodrigues Santos, 39 anos, Elizabeth Abreu Campos, 29, e Ana Paula Samuel Ferreira, 37, todos moradores de Brasília. Os quatro tiveram ferimentos leves, como pequenos cortes e arranhões, e sentiram dores no corpo. Socorridos pelo Corpo de Bombeiros, foram atendidos pela equipe do Pronto Socorro do Hospital Universitário Alzira Velano e liberados em seguida. Eles dormiram na cidade e voltaram para Brasília na manhã de ontem.

Pasto

Durante a tentativa de aterrissagem na pista do Aeroporto Municipal de Alfenas, o motor do avião parou de funcionar e, com a perda de altitude, o piloto teve que fazer um pouso de emergência num pasto. A aeronave bateu num barranco e foi se arrastando. Parou apenas na Rua da Pampulha, área residencial que pertence ao Bairro Alto do Aeroporto.

Com o impacto, a hélice, o trem de pouso e parte da fuselagem foram arrancadas. Os destroços ficaram espalhados pelo local e o combustível de um dos tanques vazou totalmente pela via. Homens do Corpo de Bombeiros trabalharam por mais de seis horas para que o líquido fosse retirado e não houvesse risco de incêndio.

Fiscalização

O responsável pelo Aeroporto Municipal de Alfenas, Rubens Elias Barbosa, afirmou que o monomotor estava em dia com a documentação e que não foi necessária a presença de técnicos da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) para avaliar o acidente. ;Esse tipo de aeronave é experimental e não homologada. Entrei em contato com a Anac, que autorizou a retirada do monomotor e o liberou de qualquer fiscalização;, disse.

O avião foi levado para um galpão que fica no próprio aeroporto do município. O Centro de Comunicação da Aeronáutica confirmou que, nesse caso, como se trata de uma aeronave experimental, investigar o acidente não é atribuição do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), e sim da Polícia Civil.