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Correio Braziliense

Paulo Octávio nega saída da vida política


postado em 18/01/2010 11:09 / atualizado em 18/01/2010 14:46

Paulo Octávio desiste de se candidatar ao governo local em 2010(foto: Ronaldo de Oliveira/CB/D.A Press)
Paulo Octávio desiste de se candidatar ao governo local em 2010 (foto: Ronaldo de Oliveira/CB/D.A Press)
O vice-governador do Distrito Federal, Paulo Octávio, negou saída da política na manhã desta segunda-feira (18/1). Apesar disso, ele comunicou oficialmente ao presidente nacional do partido, Rodrigo Maia (DEM-RJ), que não será candidato ao governo em 2010, como antecipou o colunista do Correio, Luiz Carlos Azedo, na coluna Brasília-DF, do último sábado (18/1).

De acordo com a assessoria de imprensa, o vice permanece no cargo até o fim do mandato. Da mesma forma, Paulo Octávio continua, também, na liderança regional do Democratas.

Paulo Octávio é citado no inquérito da Polícia Federal que investiga um suposto esquema de pagamento de propina dentro do governo do Distrito Federal. A crise política teve início com a Operação Caixa de Pandora, deflagrada pela Polícia Federal em 27 de novembro último, quando foi denunciado um suposto esquema de corrupção envolvendo o alto escalão do governo local.

O vice-governador negou que ele deixará a vida política, inciada há 20 anos, ao ser eleito deputado federal, em 1990. A decisão de não se candidatar, tomada durante as férias em família, inclui apenas o governo local, e tem a intenção de desgastar o mínimo possível seu nome.

 

Investigação

Em depoimento à PF, o ex-delegado de polícia Durval Barbosa disse ter entregue R$ 200 mil em espécie à Paulo Octávio, como pagamento do mensalão do DEM. No entanto, ao contrário do governado José Roberto Arruda (sem partido), pressionado a deixar o Democratas, o vice-governador não aparece em nenhum vídeo recebendo dinheiro.

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