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Correio Braziliense

Grupo de metroviários tenta falar com Wilson Lima sobre reajuste salarial


postado em 10/03/2010 18:58 / atualizado em 10/03/2010 19:01

Nove membros da comissão de negociação dos metroviários estão, neste momento, no Palácio Buriti para tentar falar com o governador em exercício, Wilson Lima (PR). A categoria, que prometeu iniciar uma paralização na próxima segunda-feira (15/3), quer discutir com Lima o aumento salarial.

Carlos Alberto Cassiano Silva, 46 anos, é secretário de assuntos jurídicos do Sindmetrô e, segundo ele, o aumento já teria sido aprovado pelo governador afastado e preso, José Roberto Arruda (sem partido), mas ainda não foi depositado. "O maior problema é o plano de emprego e salário, que não tem sido aplicado. A cada dois anos deveríamos ter um aumento e, apesar de o governador (Arruda) ter assinado, o Metrô-DF não quer depositar", afirma. Para Carlos, essa é uma questão prioritária. "A defasagem salarial está em primeiro plano. A empresa, além de retirar benefícios como o de periculosidade, tem histórico de assédio moral e o governador (Wilson Lima) não sabe disso. Queremos chegar a um cordo com ele, porque o Metrô-DF só quer ameaça e terrorismo", garante. "Em um informativo interno, enviado aos funcionários, a empresa faz ameaças e diz que os benefícios contidos no Acordo Coletivo de Trabalho vigentes serão cumpridos até o dia 31 de março e depois disso, se não houver acordo, ela estará legalmente impedida de efetuar qualquer pagamento destes benefícios, sob pena de seus dirigentes responderem perante a Corte de Contas", explica.

O grupo acredita que será ouvido por Wilson Lima ainda esta noite. "Se não der, voltaremos amanhã", promete Carlos. Segunto o metroviário, a data para o início da greve permanece a mesma.

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