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Correio Braziliense

Servidores da Companhia Energética de Brasília paralisam atividades


postado em 07/04/2010 10:39 / atualizado em 07/04/2010 11:29

Cerca de cem servidores da Companhia Energética de Brasília (CEB) estão em greve. Ao todo, 15% dos funcionários das áreas de manutenção de redes, vistoria de redes, medição e fiscalização estão sem trabalhar desde segunda-feira (5/4). A principal reivindicação da categoria é a manutenção da jornada de trabalho.

Segundo o diretor do Sindicato dos Urbanitários, João Carlos Ferreira, há 10 anos, os funcionários trabalham seis horas por dia, em dois turnos. No entanto, a empresa modificou o horário. “Exige uma carga horária de oito horas seguidas”, explica.

De acordo com o sindicato, em fevereiro, os trabalhadores entraram com um pedido no Tribunal Regional do Trabalho (TRT) para tentar um acordo com a empresa. No entanto, o TRT entendeu que estava de acordo com a Lei aumentar a jornada de trabalho. “O TRT não avaliou o mérito, pois entendeu que deve haver um acordo entre patrão e empregado”, explica Ferreira. Dessa forma, desde abril, os trabalhadores são obrigados a cumprir as oito horas diárias e prometeram cumprir o contrato, que vai até outubro de 2011.

Os servidores se reúnem na manhã desta quarta-feira (7/4), no portão lateral da CEB, no Setor de Indústria e Abastecimento (SIA), a espera de uma resposta da empresa. A categoria afirma que vai manter a greve até que a Companhia resolva negociar. A CEB afirma que pretende resolver a situação o quanto antes, mas desde segunda-feira (5/4) não entrou em contato com a classe.

A CEB garantiu que a greve não acarretará problemas para a sociedade. Isso porque, segundo o órgão, atuam nas áreas paralisadas 670 empregados. Assim, 15% dos servidores se recusam a cumprir a jornada de trabalho.

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