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Correio Braziliense

Ceilândia foi a região que mais adotou em 2009


postado em 08/04/2010 19:33 / atualizado em 08/04/2010 19:34

Um levantamento realizado pela 1ª Vara da Infância e da Juventude (1ª VIJ) sobre o panorama da adoção no Distrito Federal, revelou que maioria das famílias que adotaram residem em Ceilândia (11%). Em seguida vem Sobradinho (10%), Asa Sul ou Asa Norte (10%). Cerca de 15% dos inscritos que aguardam na fila de espera moram na Asa Sul ou Asa Norte(15%), Sobradinho (14%), Lago Sul ou Lago Norte (7%).

A dificuldade de gerar um filho figurou como o motivo mais citado pela metade das famílias dos dois grupos. Porém, outras razões foram mencionadas, tais como a vontade de exercer a maternidade/paternidade, dar um irmão ao filho, ampliar a família e colocar em prática o projeto de adotar.

Dos 171 processos de adoção feitos em 2009, 13% foram realizados com a intermediação da 1ª VIJ, 15% dizem respeito a adoções por familiares e 62% são consensuais, feitas com a aprovação da mãe biológica que deseja ver seu filho criado por uma pessoa de sua escolha.

Segundo o supervisor da seção e colocação de família substituta, Walter Gomes, esses dados não retratam os efeitos gerados pela nova lei da adoção, aprovada em novembro do ano passado. “Como a lei foi aprovada no fim do ano não dá para perceber as mudanças causadas por ela. Nós acreditamos que haverá uma diminuição do número de adoções em 2010, porque a nova lei reforça a reintegração familiar antes da adoção e por isso dificulta um cadastramento rápido da criança”, acredita.

A nova lei também seleciona as famílias aptas a adotar com mais rigor. De acordo com o supervisor, elas têm que passar por um curso de preparação psicossocial e jurídica antes de ser habilitadas a adotarem. “O curso vai criar condições favoráveis para o acolhimento seguro dessa criança, para protegê-la, já que muitas carregam um histórico de abandono e violência”, afirma.

Walter Gomes enfatiza que a cultura de adoção no Brasil precisa mudar, pois as famílias ainda procuram em boa parte por crianças recém nascidas ou de até dois anos. “ As pessoas precisam considerar quem precisa de adoção, nós temos cerca de 100 adolescentes precisando de um lar”.

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