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Correio Braziliense

Servidores da Saúde cruzam os braços esta manhã


postado em 08/07/2010 10:22 / atualizado em 08/07/2010 13:14

Os servidores da Saúde cruzam os braços, na manhã desta quinta-feira (8/7), por atraso no pagamento dos salários regulares e retroativos. Todas as emergências das unidades de saúde do Distrito Federal funcionam com apenas 30% do efetivo - percentual exigido por lei.

A categoria alega que o valor retroativo do salário, acordado com o Governo do Distrito Federal (GDF) na última greve, não foi depositado na conta dos servidores. "Nós temos compromissos com os nossos salários, é uma falta de respeito. Já conversamos com a Secretaria de Saúde e eles estão enrolando", conta a diretora do Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos de Saúde (SindSaúde/DF), Marli Rodrigues.

De acordo com a diretora, a categoria se reúne em assembleia às 14h, em frente ao Palácio do Buriti, para decidir os rumos da paralisação.

Segundo a assessoria de imprensa da Secretaria de Saúde, não houve notificação sobre a greve, mas, ainda nesta quinta, deve ser divulgada uma nota dizendo que os salários serão depositados ao longo do dia.

O secretário geral do sindicato, Elias Lopes, confirma não ter informado a secretaria acerca da greve. "Nós também não fomos notificados sobre o atraso dos salários", conta. Ele disse, ainda, que ontem também saiu uma previsão de depósito, que não foi realizado.

Manifestação
Cerca de 100 servidores protestavam, esta manhã, pelo recebimento dos salários. Por volta de 10h, eles fecharam as duas pistas que ficam em frente ao Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF). Às 13h, o tráfego fluia normalmente na via, por conta da liberação.

Ana Paula Sousa, 30 anos, é técnica de enfermagem e observava a manifestação do pronto-socorro da unidade. "Sou totalmente a favor da greve, estamos pagando juros de todas as contas que deixamos de pagar", conta.

Os servidores estavam com cartazes, que continham frases de efeito. Além disso, muitos estavam revoltados com a situação. Márcia Pereira, 47 anos, é auxiliar de enfermagem e reclamava do atraso. "Eu tenho duas filhas e tenho que sustentar a casa, as contas estão todas atrasadas. A Educação e Segurança já receberam os salários e nós não, é injustiça", conta a manifestante.

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