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Correio Braziliense

Pistas em frente ao Hospital de Base são liberadas após protesto de servidores da Saúde


postado em 08/07/2010 10:53 / atualizado em 08/07/2010 13:13

Um protesto dos servidores da Saúde do Distrito Federal complicou o trânsito no centro de Brasília na manhã desta quinta-feira (8/7). As duas pistas do Setor Comercial Sul em frente ao Hospital de Base (HBDF) ficaram totalmente interditadas desde as 10h30. Por volta das 12h40, o fluxo no sentido Banco Central-W3 Sul foi liberado, mas a outra via continuou ocupada pelos manifestantes. Somente às 13h o tráfego se normalizou por completo.

Cerca de 100 pessoas participaram do movimento. Segundo o tenente-coronel Seabra, do Batalhão de Trânsito da Polícia Militar (BPTran), a manifestação foi pacífica e nenhum incidente havia sido registrado até por volta das 11h. Uma viatura da corporação acompanhou o protesto no local.

Em frente ao hospital, os manifestantes bloquearam a passagem dos carros. Aqueles que tentaram passar ouviram gritos de ordem e foram obrigados a voltar.

De acordo com o secretário geral do Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos de Saúde (SindSaúde/DF), Elias Lopes, após o protesto a categoria se dirige ao Palácio do Buriti, para uma assembleia em que serão definidos os rumos da paralisação.

Todos os hospitais regionais do Distrito Federal suspenderam as atividades esta manhã. De acordo com o diretor administrativo do HBDF, Henrique Gustavo Tamm, a direção não adotou posição acerca da greve.


Paralisação

A categoria cruzou os braços esta manhã por atraso no pagamento dos salários regulares e retroativos. De acordo com o SindSaúde/DF, 100% dos servidores aderiram ao movimento e todas as emergências das unidades de saúde do Distrito Federal funcionam com apenas 30% do efetivo – percentual exigido por lei.

Segundo o secretário geral do sindicato, Elias Lopes, a categoria vai continuar com as atividades paralisadas até que todo o pagamento retroativo seja efetuado, mesmo que o salário referente a junho entre na conta nesta quinta. "Já são sete meses de atraso", afirma.

Com informações de André Corrêa

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