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Correio Braziliense

Operações na nova rodoviária começam amanhã

Com 60 bilheterias, praça de alimentação e capacidade para atender a 4,6 mil passageiros por dia, novo terminal substitui a antiga Rodoferroviária, que deixa de funcionar hoje à meia-noite


postado em 24/07/2010 08:00 / atualizado em 24/07/2010 08:20

Um dito bastante popular prega que a primeira impressão é a que fica. Para os 70 mil passageiros que desembarcam na Rodoferroviária de Brasília por mês, é difícil ficar bem impressionado. Mas, a partir de amanhã, quem chegar ou partir da capital terá a chance de guardar lembranças diferentes: entra em operação a nova Rodoviária Interestadual do Distrito Federal. Inicialmente, a entrega da obra estava prevista para abril, no aniversário de 50 anos de Brasília. Mas a construção de novos acessos e ajustes técnicos observados pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) atrasaram o início das atividades. A obra custou R$ 55 milhões.

Erguida pelo consórcio Novo Terminal, formado pelas construtoras JCGontijo e Artec e a administradora Socicam, vencedor da licitação lançada em 2007, a nova rodoviária tem 20 mil metros quadrados de área construída e capacidade para atender a 4,6 mil passageiros por dia — o dobro do volume suportado pela estrutura antiga. Mais amplo também é o espaço destinado aos ônibus: são 32 baias, sendo 25 plataformas para o embarque e 7 para o desembarque, o que deve evitar o engarrafamento de carros e diminuir consideravelmente o tempo de espera dos viajantes. A compra de passagens das 46 empresas de ônibus que atenderão à população será feita em 60 bilheterias.

Uma velha reclamação dos usuários parece ter sido ouvida. O saguão é cercado por uma praça de alimentação e lojas diversas. Para a inauguração, 10 estabelecimentos e quatro quiosques já estarão em funcionamento. “É um projeto moderno e inovador. Brasília merece uma rodoviária bonita, confortável, que atenda à população da melhor maneira possível”, avalia a vice-governadora do DF, Ivelise Longhi.

A aposta do consórcio foi misturar tecnologia de ponta com sustentabilidade. Segundo o gerente do terminal, Antonino Alibrando, o casamento faz da nova rodoviária uma das mais modernas do país. “O projeto agregou vários fatores que permitem maior qualidade de serviço (1) ao usuário e um ambiente mais agradável para o funcionário. Prezamos tanto pela adequação ambiental quanto pela utilização de tecnologias que facilitam a agilidade do serviço”, diz.

O projeto favoreceu a iluminação e a ventilação naturais, além do reaproveitamento de águas pluviais para limpeza e irrigação. Em vez de sistema de ar-condicionado, prevaleceu o uso de climatizadores, diminuindo os gastos com energia. A maximização do uso dos recursos naturais rendeu ao terminal a etiqueta A, nota máxima dada pelo Programa Brasileiro de Etiquetagem (PBE) de conservação de energia, desenvolvido pelo Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro) para edifícios. O prédio é o 11º a receber a certificação no Brasil.

Quanto à tecnologia, são duas novidades para o público do DF. A primeira é um sistema de telões contendo informações sobre horários de chegada e partida, semelhante ao usado em aeroportos. A segunda são as catracas eletrônicas. “Quando o passageiro comprar a passagem, receberá também um bilhete eletrônico que dará acesso às plataformas”, afirma Antonino. Com isso, os acompanhantes não poderão mais ir até o embarque junto aos viajantes. “Isso agiliza o atendimento das empresas e diminui o tempo de espera dos passageiros”, garante. Quem já comprou passagens adiantadas deve comparecer ao novo terminal uma hora antes do embarque para retirar o bilhete eletrônico. O Governo do Distrito Federal (GDF) vai disponibilizar ônibus na Rodoferroviária para transportar quem for pego de surpresa pela mudança de terminal.

Gestão
Os R$ 55 milhões investidos na construção da rodoviária saíram do bolso da iniciativa privada. Pelo edital lançado em 2007, a empresa vencedora da licitação arcaria com os custos da obra e em troca receberia do GDF um terreno ao lado da rodoviária. Ganhou quem apresentou o menor preço para a obra e o maior valor para as terras do governo. O consórcio entre JCGontijo, Artec e Socicam venceu a concorrência e tem o direito de explorar o terminal por 30 anos. A administração será da Socicam, que faz a gestão de grandes rodoviárias do país, como a de São Paulo. Caberá à Secretaria de Transportes fiscalizar o contrato e os serviços prestados. Segundo o GDF, o acordo o dispensa da conta da manutenção, que pode chegar a R$ 250 mil por mês, e garante o recebimento de 1,5% do faturamento.

A Rodoferroviária será desativada. O governo pretende fazer uma grande reforma para expandir o espaço ali ocupado por outros órgãos governamentais, como a Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento do DF (Adasa) e o DFTrans.

1 - Acessibilidade
As instalações do complexo levam em consideração os padrões de acessibilidade universal. Rampas com inclinação adequada, telefones e sanitários adaptados, piso tátil, balcões na altura apropriada para atendimento a cadeirantes e central de informações com atendimento diferenciado estão instalados para pessoas com necessidades especiais.

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