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Correio Braziliense ASSISTÊNCIA MÉDICA

Cresce a adesão a planos de saúde

No primeiro trimestre deste ano, o DF e o Entorno elevaram em 1,4% o total de clientes das operadoras


postado em 07/08/2010 07:00 / atualizado em 06/08/2010 23:54


Hélio Oliveira afirma que, apesar dos defeitos, é melhor ter um plano do que enfrentar a rede pública de saúde(foto: Zuleika de Souza/CB/D.A Press)
Hélio Oliveira afirma que, apesar dos defeitos, é melhor ter um plano do que enfrentar a rede pública de saúde (foto: Zuleika de Souza/CB/D.A Press)
Apesar de recorrentes queixas em relação aos planos de saúde, mais pessoas se associaram às operadoras no Distrito Federal e em 22 cidades vizinhas localizadas em Goiás e em Minas Gerais nos três primeiros meses deste ano. O universo dos beneficiários cresceu 1,4% no período e, em março, chegou a quase 725 mil, segundo o Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS). Na avaliação dos últimos 12 meses, o salto foi menor, de 0,8%. As contratações individuais avançaram nas duas comparações: 3,2% e 5%, respectivamente. O aumento do número de idosos com plano de saúde também contribuiu para a variação positiva.

O total de associados cresceu menos no DF do que no país — o contrário do que se constata ao analisar somente os planos individuais, que, em um ano, ganharam pouco mais de 3 mil pessoas na capital do país e noEntorno. O número de adeptos dessa forma de contratação passou de 58.749 para 61.841. “É um crescimento extraordinário. Mostra que, em Brasília, muitos trabalhadores de empresas que não oferecem plano perceberam a necessidade do benefício”, comenta o superintendente do IESS, José Cechin.

O investimento das operadoras em divulgação ajuda, na opinião de Cechin, a explicar esse desempenho no DF. “Além disso, a região sofreu menos a crise econômica. Quem permaneceu com emprego e renda decidiu contratar um plano de saúde”, avalia. Se os planos individuais avançaram, os coletivos perderam quase 13 mil clientes no DF. Em 12 meses, a debandada provocou um índice negativo de 2,1%. Os atuais 615.309 beneficiários dessa forma de contratação representam 84,9% do total, ao que passo que a média brasileira é de 72,9%.

Idosos
Os dados do IESS apontam que cada vez mais idosos procuram planos de saúde. O número de moradores do DF e região acima de 59 anos que têm o benefício cresceu 11% em um ano — praticamente o dobro do registrado no Brasil no mesmo período (5,7%). Na capital do país, essa faixa etária é responsável por 12,7% do total de beneficiários. “As pessoas de mais idade são usuárias intensivas de serviços médicos”, diz Cechin.

Em contrapartida, a quantidade de beneficiários com até 18 anos recuou 2,5% em 12 meses. Nesse período, as operadoras rescidiram contrato com nada menos do que 4,2 mil clientes desse grupo, que, ainda assim, acumula quase 168 mil pessoas. No país, no mesmo período, o número de crianças e adolescentes com plano saltou 5,8%. A participação dessa faixa etária no total dos usuários da saúde suplementar é menor no DF (23,2%), se comparada com a proporção nacional (25%).

O superintendente do IESS lembra que, em 2009, houve uma queda de braço entre pediatras de Brasília e as operadoras de plano de saúde. Os profissionais exigiam melhor remuneração. O conflito prejudicou o atendimento nos hospitais, o que fez muitos pais cancelaram contratos. “Muito provavelmente essa é a explicação para o recuo”, avalia Cechin. A situação ainda não está resolvida e poucos são os pediatras que atendem a convênios.

O filho do servidor público Hélio de Souza Oliveira, 36 anos, adoeceu no auge do atrito entre pediatras e operadoras. Precisou desembolsar R$ 200 em uma consulta particular. “Por mais que os planos tenham defeitos, eles são melhores do que encarar o serviço público”, compara. O plano de Oliveira pertence à modalidade de seguradoras, cujo número de beneficiários no DF saltou 6,2% em 12 meses.

Queda na área odontológica
A contratação dos planos exclusivamente odontológicos na região metropolitana do DF diminuiu 1,1% no primeiro trimestre deste ano, porém acumula alta de 43,5% em 12 meses, o dobro da média nacional. Em março, eram 452.778 beneficiários. “Os planos odontológicos estão crescendo de forma assustadora no Brasil inteiro, principalmente por conta do tíquete médio muito baixo, alguns até de R$ 12”, comenta o superintendente do IESS, José Cechin. A contratação coletiva, ou seja, convênios vinculados às empresas, representa 91,6% do total de beneficiários. Os planos individuais, apesar de corresponderam a somente 8% desse universo, registraram um salto de 17% em 12 meses.

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