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Ministra Carmem Lúcia garante pagamento da URP aos servidores da UnB

Há seis meses em greve, os funcionários da Universidade de Brasília (UnB) conquistaram vitória no Supremo Tribunal Federal (STF), que pode indicar o fim da paralisação, iniciada em 16 de março. A ministra Carmem Lúcia deferiu o pedido de liminar do Sindicato dos Trabalhadores da Fundação da UnB (Sintfub), que garante o pagamento da Unidade de Referência de Preços (URP) à categoria.

A decisão, tomanda na última terça-feira (14/9), foi divulgada na tarde de quinta-feira (16), após reunião entre a parlamentar, representantes dos servidores, do Diretório Central de Estudantes (DCE) e Associação dos Docentes da UnB (ADunB).

Incorporada ao salário da categoria em 1989, a URP representa 26,05% da remuneração dos servidores técnico-administrativos da universidade. Os rumos da greve serão definidos na próxima terça-feira (21), durante assembleia do Sintfub.

Entenda o caso
6 meses de paralisação


Em 7 de fevereiro, o Ministério do Planejamento determinou o corte da concessão da Unidade de Referência de Preços (URP) aos técnicos da Universidade de Brasília, com argumento de que os servidores não tinham proteção legal. Desde então, a manutenção do pagamento das parcelas vem sendo alvo de análises favoráveis e desfavoráveis dos órgãos judiciais.

O impasse na continuidade do pagamento do provento culminou na greve dos servidores da UnB, que foi definida por meio de uma assembleia realizada em 16 de março. A interrupção dos trabalhos já dura mais de seis meses, sendo a mais longa da história da instituição.

A URP saiu de vez dos contracheques dos técnicos-administrativos da universidade no mês de julho. O reitor José Geraldo de Sousa Junior argumentou que, após decisão do Tribunal Regional Federal, não havia mais respaldo legal para continuar efetuando o pagamento do benefício.