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Correio Braziliense

Começa o combate ao mosquito da dengue


postado em 07/10/2010 08:00

A Secretaria de Saúde iniciou oficialmente, na manhã de ontem, o combate à dengue no período de chuvas no Distrito Federal. O evento foi marcado por uma solenidade que contou com exposição de dados da doença e discursos do governador do DF, Rogério Rosso, da secretária de Saúde, Fabíola Nunes, e do secretário de Vigilância em Saúde, do Ministério da Saúde, Gerson Penna. O grande desafio do GDF é reduzir o número de casos, que saltou de 405 de janeiro a outubro de 2009 para 12.333 no mesmo período deste ano. Seis pessoas morreram em 2010. Rosso considerou os números “alarmantes”. “Se não houver uma ação preventiva de toda a sociedade, não só do governo, nós poderemos ter um grande problema de dengue este ano. Isso foi o que os especialistas e técnicos nos mostraram”, disse.

Na visão do governador, diversos órgãos do governo devem se aliar para um combate eficaz ao Aedes aegypti. Além de mobilizar a Secretaria de Educação, lideranças comunitárias e as administrações regionais, o governador e a secretária de Saúde se reuniram com comandantes do Exército, da Marinha e da Aeronáutica para pedir apoio. Cerca de 500 militares devem colaborar com a campanha a partir de 1º de novembro por 45 dias. “Temos que combater essa guerra juntos. O governo deve estar atento, com o Ministério da Saúde, a Secretaria de Educação, todo o nosso sistema de segurança pública e a Defesa Civil. É uma guerra que depende, ainda, da população”, destacou.

Além disso, a secretaria aumentou o efetivo de funcionários atuando no combate à dengue nas ruas. Serão 450 agentes comunitários e 480 agentes de vigilância ambiental e saúde. No entanto, esee último número, segundo o coordenador-geral do Programa Distrital, Ailton Domício, ainda está aquém do necessário. De acordo com Domício, o ideal giraria em torno de 1.300 pessoas. “Cada um teria que visitar de 800 a 1.000 imóveis a cada dois meses. Trabalhamos de forma sistemática e contínua. No início do ano, o que faltou foi a capacidade de, primeiro, atuar já no período da seca e, segundo, mobilizar não só o GDF, mas principalmente a sociedade. Por outro lado, quando um agente de vigilância sai da residência, a responsabilidade é do proprietário, que se não fizer o seu papel, o mosquito vai proliferar”, ponderou.

População atenta

Para a secretária de Saúde, a grande chave da campanha será a mobilização da sociedade e um intenso trabalho de limpeza em todo o DF. “Chega um momento que, além de envolver o governo, temos que envolver a população, por causa das características do mosquito. Se a pessoa entende o que pode fazer para não ficar doente, é mais fácil de ajudar. São vários fatores que levam à contaminação, que não só o mosquito. É a possibilidade de ele proliferar, de o mosquito encontrar condições de vida em lixões e entulhos. A cidade limpa é mais saudável. Dentre os órgãos que vão nos ajudar está a limpeza pública”, afirmou.

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