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Correio Braziliense

Joaquim Roriz quer comandar a oposição ao governo de Agnelo


postado em 09/12/2010 08:16

Os adversários do grupo vencedor nas últimas eleições para o Governo do Distrito Federal tentam se reestruturar para formar a oposição dos próximos quatro anos. Ontem, a assessoria de imprensa de Joaquim Roriz (PSC) distribuiu uma nota sobre as últimas movimentações políticas do ex-governador. Ainda na tarde desta quarta-feira, parlamentares do Democratas local participaram de uma reunião no Congresso Nacional para discutir o futuro da sigla.

Enquanto o governador eleito, Agnelo Queiroz (PT), se preocupa em formar um time capaz de fazer uma administração impactante, a oposição tenta se recompor. Roriz afirma ter mantido conversas informais, nos últimos dois meses, com representantes da coligação Esperança Renovada — que teve Weslian Roriz (PSC) como cabeça de chapa e Jofran Frejat (PR) como vice. O grupo elegeu três deputados federais e nove distritais, além de ter conquistado 449 mil votos na campanha ao Buriti.

Entretanto, membros das legendas aliadas estão conversando com interlocutores do próximo governo e negociam a aproximação. Depois de passar as últimas semanas refletindo, Roriz afirma que é hora de planejar o futuro. “Temos que nos organizar desde já para as próximas eleições”, diz a nota. Nas conversas com os políticos, ele teria destacado a necessidade de formar um grupo na Câmara Legislativa para fiscalizar o próximo gestor: “Devemos fazer uma oposição responsável, sem ódio e nem atacando pessoas porque política não se faz assim”.

Democratas
Depois de um desempenho fraco nas últimas eleições, os deputados e senadores do DEM se reuniram na tarde de ontem para debater a mudança na Presidência do partido. A decisão consensual foi a de fazer uma convenção em 15 de março de 2011 para escolher um diretório nacional tampão, que permanecerá até dezembro. Enquanto isso, a Executiva regional da legenda deverá ser mantida. Segundo o presidente do DEM-DF, senador Adelmir Santana, será preciso esperar o novo comando para definir as estratégias locais. “Vamos aguardar e respeitar o que o for decidido pela próxima Executiva”, afirmou o senador.

Adelmir pretende fazer uma reunião com os membros distritais do partido na próxima semana a fim de repassar as definições. O deputado federal Alberto Fraga (DEM) acredita que a convenção é a única forma de evitar uma cisão no partido, mas disse que a direção local pode ser mudada a qualquer momento. “O presidente (deputado Rodrigo Maia -RJ) pode dissolver e formar um novo diretório”, afirma o parlamentar. Ele é um dos nomes cotados para a sucessão de Adelmir. Após receber 511 mil votos e ficar em terceiro lugar para o Senado, Fraga pretende ser o principal nome da oposição para se cacifar para as eleições de 2014.

Legenda abalada
O DEM foi o partido que mais sofreu com a crise política instaurada pela Operação Caixa de Pandora. Em 2007, tomaram posse no Distrito Federal pela legenda — ainda sob a sigla PFL — o governador e o vice, quatro deputados distritais, dois federais, além de um representante estar em meio de mandato no Senado. O suposto esquema de corrupção tirou do páreo nomes de peso do partido por conta de cassação e renúncia de mandato, além de desgaste político. A partir do próximo ano, o Democratas terá apenas dois membros na Câmara Legislativa do DF.

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