Cidades

Voluntários já ajudam muito as crianças do DF, mas ainda é preciso mais

Uma pequena creche no Gama é o destaque da reportagem de hoje da série sobre instituições assistidas pelo Correio Braziliense Solidário. Para o funcionamento da casa, tem sido fundamental a colaboração dos doadores

postado em 23/12/2010 08:00
Crianças da Creche Maria de Nazaré: ambiente simples e aconchego que muitas vezes é maior do que o do larUma pequena casa no Gama é o abrigo da solidariedade. Ali, pessoas munidas apenas de boa vontade se dispõem a cuidar de meninos e meninas de 6 a 12 anos, enquanto os pais das crianças trabalham. A Creche Maria de Nazaré, do Centro Espírita Nosso Lar (Cenol), funciona há 10 anos no mesmo local da cidade, no Setor Oeste, Área Especial. As instalações são simples e precisam de reformas.

As despesas com a manutenção, considerando salários, alimentação das crianças, água, luz, telefone, transporte, limpeza, entre outros itens, giram em torno de R$ 15 mil por mês. A quantia toda é recebida por meio de doações. Há também um bazar permanente de roupas e de outros artigos usados na entidade. Para este ano, os administradores do local esperavam a aprovação de um convênio com o Governo do DF, que liberaria verba pública para apoio das atividades. O dinheiro não veio. As doações da comunidade também diminuíram.

Uma  pequena creche no Gama é o destaque da reportagem de hoje da série sobre instituições assistidas pelo Correio Braziliense Solidário. Para o funcionamento da casa, tem sido fundamental a colaboração dos doadoresCom isso, a entidade precisou reduzir o número de assistidos pela metade ; são 25, atualmente ; e passou a atender crianças mais velhas, somente em meio período. Os pequenos dão mais trabalho e, consequentemente, custam mais. ;É uma burocracia muito grande. Mandamos nossa proposta várias vezes e o GDF sempre devolvia o projeto, dizendo que faltava alguma coisa. É um jeito de retardar a liberação da verba;, reclamou o professor Ney Batista Costa.

Reforço
Dos cinco funcionários da creche, somente três são remunerados. Um grupo de empresários assumiu a responsabilidade pelo pagamento. ;Sem o convênio com o governo, só o que ganhamos é pão e leite. Assim, limita muito o que podemos oferecer às crianças;, explicou Maria das Dores Oliveira, professora da creche. Apesar das dificuldades, a instituição ainda oferece reforço escolar.

As crianças atendidas ali vivem em situação de risco, seja por conta da pobreza ou de violência doméstica, para citar um exemplo. A creche recebeu, em 2010, assistência do Correio Braziliense Solidário. Com a doação, eles reformaram banheiros e compraram pratos e copos novos. Mas ainda há muito por fazer.

A instituição conta com cinco computadores. A maior parte não funciona. A entidade precisa de algum voluntário que saiba consertá-los e também de máquinas novas. Com isso, será possível dar aulas de informática aos meninos e às meninas assistidos ali. Em 2011, a administração da creche tem planos de expandir o espaço, para receber mais crianças. Mas, para isso, precisará de muita ajuda.

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