Jornal Correio Braziliense

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Riacho Fundo II terá 5 mil novas moradias

Etapa IV vai ser ocupada por 20 mil pessoas de baixa renda indicadas por cooperativas. Cerca de 3 mil já estão com o cadastro aprovado no programa

As obras de infraestrutura da Etapa IV do Riacho Fundo II começaram ontem após pelo menos seis anos de espera. No local, serão erguidas 5.089 unidades habitacionais, entre casas e prédios, financiados pela Caixa Econômica Federal (CEF) por meio do programa Minha Casa, Minha Vida, do governo federal. A licença ambiental foi liberada pelo Instituto Brasília Ambiental (Ibram) na última sexta-feira.

Os beneficiados pelo projeto são pessoas de baixa renda, indicadas pelas cooperativas habitacionais. Dos cerca de 5 mil contemplados, a Companhia de Desenvolvimento Habitacional (Codhab) validou o cadastro de cerca de 3 mil pessoas. ;Isso quer dizer que elas se enquadram nos programas habitacionais do DF e estão aptas a participar do projeto;, explicou o presidente da Codhab, Edson Machado Monteiro.

De acordo com a Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação (Sedhab), cerca de 20 mil serão beneficiados pelo programa. O secretário da Sedhab, Gerado Magela, explicou que o projeto é resultado de uma parceria entre a União e o governo local. A expansão do Riacho Fundo II se dará em um terreno do governo federal, doado às cooperativas. O Governo do Distrito Federal (GDF) tem a responsabilidade de garantir toda a obra de infraestrutura, colocando água, luz, esgoto e asfalto.

A Etapa IV do Riacho Fundo II tem uma área de 1,344 milhão de metros quadrados. A região foi dividida em 2.234 lotes para residências, 68 para prédios, 68 para uso comercial, 89 para uso misto (casas, prédios e/ou comerciais) e 12 para áreas públicas, como escolas, postos de saúde, quartéis militares. Magela lembrou que todas as pessoas beneficiadas foram indicadas por cooperativas e ao governo cabe analisar se elas se enquadram nas regras. ;Como já existia uma lista prévia, estamos auditando todos os processos para assegurar que só receberá o benefício quem realmente precisa e se está enquadrado em todos os critérios do programa habitacional do governo;, disse.

Parceria
O conjunto habitacional é fruto de um convênio assinado entre a Secretaria de Patrimônio da União (SPU), o governo local e a Associação Pró-Morar do Movimento Vida de Samambaia (AMMVS), entidade que representa 203 entidades. O projeto urbanístico é da Sedhab. As 205 cooperativas e associações que serão contempladas com os lotes foram selecionadas pela Companhia de Desenvolvimento Habitacional do DF (Codhab).

O processo de licenciamento ambiental foi suspenso pelo Ministério Público do DF em setembro do ano passado. Como o local é sensível do ponto de vista ambiental, o órgão queria o detalhamento do projeto de drenagem para garantir a preservação do Parque Ecológico Vivencial do Riacho Fundo, além das Bacias do Gama e Cabeça de Veado, que ajudam a abastecer o Distrito Federal. De acordo com a assessoria de imprensa do Ibram, o projeto foi refeito e todas as exigências do MP estão contempladas.