Publicidade

Estado de Minas

Ibram suspende licença ambiental que permitia expansão do Sudoeste


postado em 04/04/2011 19:44 / atualizado em 04/04/2011 21:06

O Instituto do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos do Distrito Federal (Ibram) voltou atrás e suspendeu a licença ambiental que permitia a construção da SQSW 500, conhecida como “expansão do Sudoeste”. O anúncio foi feito pelo presidente da organização, Moacir Bueno, durante audiência pública, realizada na Câmara Legislativa (CLDF), na tarde desta segunda-feira (4/4). Segundo Bueno, a decisão se baseia na necessidade de preservação ambiental e atende ao interesse público.

A medida encontrou apoio de moradores da cidade, distritais e ambientalistas que estavam presentes no encontro. O administrador do Sudoeste, Marcelo Ciciliano, destacou que o projeto de ocupação da nova quadra complicaria mais o trânsito e o abastecimento de água da região. Já o presidente da Comissão de Desenvolvimento Econômico e Meio Ambiente da CLDF, Rôney Nemer (PMDB), lembrou dos problemas de impermeabilização dos terrenos em Brasília e disse que os interesses econômicos não podem se sobrepor aos interesses da população.

Para o presidente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), Alfredo Gastal, não há, no entanto, problemas no projeto de ocupação da nova quadra. De acordo com a assessoria da CLDF, Gastal teria dito que a questão ambiental não é da área do instituto e que não está preocupado nem com quem está construindo, nem com "questões burguesas".

Entenda o caso

A permissão para o início das obras foi emitida no ano passado pelo então presidente do Instituto Brasília Ambiental (Ibram), Gustavo Souto Maior, mas o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), por meio da 4ª Prourb, contestou o documento. Segundo o promotor Paulo José Leite, os estudos de impacto, de responsabilidade do Ibram, foram realizados pela gerência de fiscalização do Governo.

"O parecer era superficial, liberava sem explicar os motivos", acusa. Leite também questiona a data do documento, assinado no dia 30 de dezembro e publicado no Diário Oficial do dia seguinte, quando "nem os funcionários do Ibram estavam trabalhando".

  • Tags
  • #
Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação

Publicidade