postado em 12/04/2011 21:14
Para a retomada das atividades da Universidade de Brasília, as aulas que aconteciam no subsolo do bloco B na ala norte do Instituto Central de Ciências (ICC), parte mais atingida pelas fortes chuvas de domingo (9/4), serão remanejadas para outros locais. A Defesa Civil autorizou a liberação do câmpus Darcy Ribeiro apenas após receber garantia de que o acesso às instalações continuaria controlado. Um funcionário do órgão permanecerá no prédio durante uma semana para apoiar as ações da prefeitura universitária.De acordo com o prefeito Paulo César Marques, as atividades dos anfiteatros 15, 16 e 19 serão transferidas, respectivamente, para os auditórios da Faculdade de Tecnologia, do Instituto de Química e anfiteatro 12. Já os alunos da pós-graduação dos cursos de Sociologia, Administração e Antropologia, que funcionavam no local afetado e tiveram suas dependências danificadas, devem procurar seus coordenadores para saber onde as aulas serão ministradas.
Marques destacou, também, que o novo prédio da UnB, Eudoro de Souza, com inauguração marcada para o dia 18, receberá as atividades da sala B1-483. O espaço, chamado de sala de situação, funcionará como ;quartel general; para acompanhar as ações de recuperação do prédio.
Segundo o prefeito, a manutenção da interdição da área mais afetada pretende, principalmente, preservar os materiais que ainda podem ser recuperados. ;Também permite o levantamento mais preciso dos prejuízos e das necessidades de recuperação;, completa. As pessoas autorizadas a entrar no local serão acompanhadas de um funcionário da Segurança do câmpus. Os critérios para a permissão serão definidos após a instalação da sala de situação.
[SAIBAMAIS]Além disso, a Prefeitura do Câmpus isolou o abastecimento de energia no bloco B na parte norte do Instituto Central de Ciências (ICC). O engenheiro chefe da Gerência de Operações da Defesa Civil, coronel Vicente Tomaz de Aquino Júnior, informou, porém, que uma rede elétrica provisória pode ser instalada para que os estragos nas instalações do prédio comecem a ser reparados.
Júnior afirma que a força das águas não afetou a estrutura do prédio e descarta a possibilidade de novos desabamentos. Ele garante, também, que os riscos de transmissão de doenças são remotos. ;Um grupo da própria universidade, especializado em acidentes biológicos, trabalha para evitar que isso aconteça;, afirma. As vistorias do setor elétrico da Prefeitura do Câmpus e da Defesa Civil apontaram danos severos à alvenaria, à parte elétrica e ao sistema telefônico das instalações do bloco B na parte norte do Instituto Central de Ciências (ICC).
O engenheiro disse, ainda, não haver previsão para o fim da interdição. ;Depende dos recursos financeiros e da capacidade de recuperação da universidade;, explica.