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Estado de Minas

Escolas se defendem e negam fraude


postado em 03/07/2011 08:00

Questionado sobre os procedimentos adotados para certificar alunos interessados em concluir o ensino básico, o coordenador do Imperium Concursos, Severino da Silva, negou a emissão de declaração em menos de uma semana. “Nunca existiu isso aqui. É impossível o aluno terminar todo o ensino médio em uma semana e entendemos que isso é errado”, afirmou.

O diretor do Ceban, Deivison Barbosa, disse que em “raros casos” alunos matriculados na escola terminam o antigo segundo grau antes dos seis meses. Sobre o fato de a professora Lilian afirmar que os ensinos básico e médio poderiam ser concluídos em um mês, ele desconversou. “Não teve caso de aluno que fez o primeiro e o segundo grau em um mês. Aliás, 98% dos nossos estudantes terminam o ensino médio com pelo menos seis meses. São raros os casos daqueles que conseguem vencer todas as etapas antes.”

No Centro Educacional Evolução, os donos não atenderam as ligações. A reportagem deixou recado com as recepcionistas, mas, até o fechamento desta edição, ninguém retornou os telefonemas.

Pós-graduação
Em março deste ano, o Correio mostrou com exclusividade um suposto esquema de emissão de certificados de pós-graduação a pessoas que nunca estiveram em sala de aula. A provável fraude ocorria no Instituto de Capacitação Educacional (CAP) e no Núcleo de Ensino Superior de Brasília (Nesb), situados no Recanto das Emas e em Taguatinga Norte, respectivamente. Na primeira entidade, que certificava os alunos em nome da Faculdade de Tecnologia Darwin, era possível burlar todas as etapas de um curso verdadeiro e sair com o título de pós-graduação debaixo do braço mediante pagamento de R$ 1 mil.


No Nesb, a coordenadora pedagógica, Edilene de Paula, disse até que aceitaria a monografia do curso de graduação para efetivar a aprovação do estudante no curso. Para não levantar suspeita, ela mesma se encarregaria de adaptar o trabalho. Uma das fraudes seria a mudança na capa.

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