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Estado de Minas

Filho de PM é o único suspeito do assassinato de taxista em Alexânia


postado em 20/10/2011 07:56

Um jovem de 21 anos, filho de um sargento da Polícia Militar do Distrito Federal, acabou preso, na tarde de ontem, em Alexânia, município goiano a 90 km de Brasília. Adriano Lopes Pereira, de acordo com a polícia local, é o único suspeito da morte de Antônio de Moura Holanda, 59, conhecido como Patinha, que trabalhava há 42 anos como taxista na cidade. O crime ocorreu no último dia 10. “Testemunhas o reconheceram. Ele não confessou, mas a versão dele é fantasiosa”, garante Carlos Antônio da Silveira, delegado titular da região.

Adriano está preso temporariamente no presídio de Alexânia, por decisão judicial. As investigações para indiciá-lo pelo crime de latrocínio — roubo com morte — duraram menos de 12 horas, tempo suficiente para que a polícia colhesse evidências que identificassem o suposto autor do crime. A ocorrência foi registrada às 11h30 daquele dia e a identificação do suspeito se deu por volta das 22h. A polícia o procurava desde a última sexta-feira, quando conseguiu o mandado de prisão temporária. Atraído à delegacia para que prestasse depoimento, o suspeito acabou detido.

Uma ação do pai do jovem, sargento do Centro de Inteligência da Polícia Militar, teria sido fundamental para que a polícia encaminhasse as investigações. “Poucas horas depois do crime, o pai dele veio à delegacia fazer uma ocorrência de furto de uma pistola calibre .40, de uso exclusivo da polícia, o mesmo tipo da que foi usada na ação. Fomos à casa da família, conseguimos a foto do filho dele e, com ela, obtivemos o reconhecimento de algumas testemunhas”, afirmou Silveira. No fim da noite, tudo estava esclarecido. “Não há dúvidas sobre a autoria”, certificou.

A área de caixas eletrônicos da agência foi interditada: greve da Polícia Civil impediu o registro de ocorrência(foto: Dênio Simões/Esp.CB/D.A Press)
A área de caixas eletrônicos da agência foi interditada: greve da Polícia Civil impediu o registro de ocorrência (foto: Dênio Simões/Esp.CB/D.A Press)


Omissão
Com ajuda de testemunhas, praticamente toda a ação do crime pôde ser recuperada. “Ele pegou a arma do pai e pediu um táxi. Durante a corrida, anunciou o assalto e o motorista jogou o carro contra a traseira de um caminhão que estava estacionado na entrada do Posto Medalhão”, narrou o delegado. O crime teria sido cometido ali, a 10 km do centro do município goiano. “Pessoas viram que ele saiu pela janela do carro, deu um tiro na cabeça do taxista, voltou, pegou a mochila e saiu correndo”, afirmou. Horas depois, o jovem estava no povoado de Igrejinha, a cerca de 20km do posto, onde ficou escondido por algum tempo, na chácara de um amigo, até ser buscado pelo pai, por volta das 20h.

A atitude do sargento está sendo investigada. “Ele fez uma ocorrência de furto da arma, então as investigações continuarão para descobrirmos a responsabilidade do pai. Ele pode ter sido omisso ao guardar a pistola”, explicou o delegado Carlos Antônio da Silveira. Adriano ficará preso por 30 dias, período que pode ser estendido por mais um mês. Como o suspeito cortou o supercílio quando o táxi atingiu o caminhão, o exame de DNA realizado com o sangue encontrado no carro poderá ser usado como prova.

Segundo a polícia, falta esclarecer o que teria levado um jovem sem antecedentes criminais a cometer um assassinato. “Levantamos a suspeita de que ele tinha uma namorada que exigia bastante dele, que não tinha emprego fixo. Nossa hipótese é de que o crime tenha sido realizado para que ele mostrasse poder aquisitivo”, ponderou Silveira.

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