Jornal Correio Braziliense

Cidades

Funcionário da família diz que Adriana Villela e a mãe brigavam muito

O terceiro dia de audiência do caso Villela começou com atraso de 40 minutos e com o depoimento de Denis Pedro da Silva, que era funcionário da família. Segundo ele, Adriana Villela costumava pedir dinheiro para a mãe, Maria Villela, e brigava quando ela não dava. Denis fazia pequenos serviços como pintura e troca de lâmpadas e contou que presenciava discussões entre as duas pelo menos duas vezes ao mês. "Dona Maria dava R$ 15 mil por mês algumas vezes", disse nesta manhã.

Um dos filhos do casal assassinado, Augusto Villela, e o ex-namorado da neta Carolina Villela, o policial federal Eduardo Lacerda chegaram cedo ao Tribunal do Júri de Brasília. Também estão presente nesta sexta-feira, o ex-porteiro Leonardo Campos Alves, Francisco Mairlon Aguiar e de Paulo Santana, acusados de executarem o crime praticado no Bloco C da quadra 113 Sul, em 28 de agosto de 2009. O depoimento dos réus também está previsto, mas a data ainda não foi marcada.

A audiência de hoje terá a participação de pelo menos quatro testemunhas de acusação. As de defesa serão intimadas em seguida. Adriana só não deve participar do julgamento depois de inquirida pelo juiz do Tribunal do Júri de Brasília Fábio Esteves.

Comportamento "comprometedor"
Ontem, a audiência foi marcada pelo depoimento de mais de seis horas prestado pelo ex-diretor da Coordenação de Crimes Contra a Vida (Corvida) Luiz Julião Ribeiro. O delegado iniciou a apuração do triplo homicídio ocorrido na 113 Sul e foi o responsável por ouvir os primeiros esclarecimentos dos acusados.

Julião disse ontem não ter dúvida do envolvimento da arquiteta Adriana Villela no assassinato dos pais, o ex-ministro José Guilherme Villela e Maria Carvalho Mendes, além da empregada da família, Francisca Nascimento da Silva.