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Terceiro dia de audiência do Caso Villela termina com quatro depoimentos

O terceiro dia de audiência sobre o caso Villela acabou por volta das 18h30 desta sexta-feira (11/11) com o depoimento do papiloscopista Rodrigo Menezes de Barros. Até o momento, oito pessoas foram ouvidas. A ex-titular da Coordenação de Investigação de Crimes Contra a Vida (Corvida) e a neta do casal assassinado, Carolina Villela foram as primeiras, no último dia 4. Na quinta-feira (10/11), o delegado aposentado Luiz Julião Ribeiro, ex-titular da Corvida, e a papiloscopista Genima de Jesus Santos prestaram o depoimento. Já nesta sexta-feira, foram ouvidos o ex-funcionário da família, Denis Pedro da Silva, o policial federal Eduardo Lacerda e a filha do ex-porteiro, Michelle da Conceição Alves. A audiência será retomada na próxima quinta-feira (17/11).

No último relato de hoje, o papiloscopista Rodrigo Menezes afirmou que as impressões da palmar de Adriana Villela, filha do casal assassinado, colhidas no apartamento podem ter sido produzidas até nove dias antes do crime. Adriana afirma que esteve no imóvel no dia 13 de agosto e o crime ocorreu 15 dias depois, em 2009. Segundo ele, foram analisadas todas as condições das impressões e o resultado não poderia ser modificado. A defesa voltou a afirmar que o laudo não pode ser usado como prova técnica e que ele não é conclusivo para determinar o dia que Adriana esteve no apartamento.

Mais cedo
O primeiro depoimento desta sexta-feira (11/11) foi de um ex-funcionário da família, Denis Pedro da Silva. Ele contou que Adriana Villela costumava pedir dinheiro para a mãe, Maria Villela, e brigava quando não era atendida. Denis fazia pequenos serviços como pintura e troca de lâmpadas e contou que presenciava discussões entre as duas pelo menos duas vezes ao mês. "Dona Maria dava R$ 15 mil por mês algumas vezes", afirmou.

Em seguida, Michelle da Conceição Alves, filha do ex-porteiro Leonardo Campos Alves, acusado de participar do crime, contou, em seu depoimento, que mentiu em declarações prestadas na 8; DP após afirmar que foi ameaçada e intimidada por policiais.

O policial federal Eduardo Lacerda, que era namorado da neta do casal assassinado, Carolina Villela, na época do crime, também foi ouvido. Ele e Carolina teriam sido os primeiros a encontrar os corpos. Segundo ele, havia a possibilidade de o apartamento ter sido limpo após o crime.

Depoimentos

Na primeira audiência do caso, no dia 4 deste mês, a delegada Mabel de Faria, ex-titular da Corvida, e a filha de Adriana, Carolina Villela, foram ouvidas. Mabel afirmou que a filha do casal esteve no apartamento no dia do crime e é a mandante do triplo homicídio. Já Carolina fez apenas uma descrição dos passos que deu até descobrir que os avós haviam sido assassinados. Ela comentou que a mãe e os avós tinham brigas constantes.

Já na quinta-feira (10/11), no segundo dia de oiitivas, foram ouvidos o delegado aposentado Luiz Julião Ribeiro, ex-titular da Corvida e a papiloscopista Genima de Jesus Santos. Segundo o ex-delegado Adriana apresentou um comportamento "anormal" ao ser informada sobre a morte dos pais. Segundo Ribeiro, ela teria demorado duas horas para chegar até o apartamento dos pais.

[SAIBAMAIS]A papiloscopista afirmou que a impressão palmar de Adriana Villela não poderia ter sido produzida no dia 13 de agosto, data que ela contou ter estado no apartamento dos pais pela última vez antes do crime, ocorrido no dia 28 do mesmo mês de 2009. Segundo o laudo, Adriana poderia ter estado no local no dia do crime.

Entenda o caso
O triplo homicídio ocorreu no dia 28 de agosto de 2009, no apartamento do ex-ministro José Guilherme Villela e de sua esposa Maria Carvalho Mendes Villela, na 113 Sul. O casal e a empregada Francisca Nascimento da Silva foram esfaqueados. Os autos do processo foram distribuídos ao cartório no dia 1; de outubro de 2009. Em outubro de 2010, o juiz do Tribunal do Júri de Brasília acatou a denúncia do MPDFT, na qual quatro réus foram denunciados: Adriana Villela, filha do casal e acusada de ser a mandante do crime; Leonardo Alves, ex-porteiro do bloco onde ocorreu o triplo assassinato; Paulo Cardoso Santana, sobrinho de Leonardo; e Francisco Mairlon Barros Aguiar, comparsa de Leonardo e Paulo.