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Estado de Minas

Acusada de torturar cadela yorkshire deve prestar depoimento essa semana

Delegado diz que enfermeira filmada espancando cachorro prestará depoimento quarta-feira, mas não divulgará o local por segurança dela


postado em 19/12/2011 09:00 / atualizado em 19/12/2011 09:19

A mulher foi flagrada maltratando cão de estimação na frente da filha
A mulher foi flagrada maltratando cão de estimação na frente da filha

A enfermeira acusada de torturar uma cadela yorkshire até a morte, em frente à filha, em Formosa (GO), deve prestar depoimento até quarta-feira. Faltam apenas os esclarecimentos dela e de mais uma testemunha que mora em outro estado para concluir o inquérito. A Polícia Civil não divulgará a hora nem a data em que a agressora será ouvida para preservar a integridade física dela.

O delegado Carlos Firmino, responsável pelo caso, se mostrou preocupado com a repercussão do caso e disse que já houve várias ameaças de morte à enfermeira de 22 anos, moradora de Formosa. “Ninguém pode fazer justiça com as próprias mãos. Ela cometeu um erro e será punida. Mas ela precisa estar viva para tal”, disse.

Na última sexta-feira, manifestantes se reuniram em frente ao prédio onde mora a enfermeira, no bairro de Formosinha, e tentaram apedrejar o edifício. A Polícia Militar teve de intervir. Não houve movimentação no apartamento da família nos últimos dias. Ela mora em um apartamento com a filha e o marido, um médico.

O advogado da enfermeira, Gilson Afonso Saad, afirmou ser “humanamente impossível a permanência dela na cidade” e contou que ela está na casa de amigos, próximo a Formosa — município distante 80km de Brasília e com 100 mil habitantes. Pelos cálculos de Saad, a mulher de 22 anos já recebeu mais de 40 mil ameaças por meio de redes sociais, telefone ou por pessoas que abordaram familiares e amigos dela. “Teve gente que até ofereceu dinheiro para que ela fosse morta. A situação fugiu do nosso controle. E as ameaças não se restringem a ela. Afetam também o marido e a criança”, disse. Segundo ele, a menina tem 1 ano e meio e não entre 2 e 3 anos, como havia sido informado pela polícia.

Defesa
Questionado sobre a justificativa de sua cliente para os maus-tratos do animal, o advogado preferiu não adiantar a versão da enfermeira antes que ela preste depoimento. Saad garante também que a página do Twitter atribuída à cliente é falsa. “Ela está extremamente abalada e quer apaziguar a situação. Aquilo é um perfil falso”, sustenta. O vídeo gravado por um vizinho mostra a acusada batendo várias vezes na cadela de 2 anos. O animal é golpeado na cabeça, arremessado e por fim coberto por um balde. Toda a ação acontece na frente da menina.

A polícia quer que a mãe e a criança sejam avaliadas por psicólogos forenses, mas a defesa da mulher ainda está em negociação sobre a necessidade de a enfermeira passar por exames clínicos. Se houver o entendimento de que a enfermeira infringiu o Estatuto da Criança e do Adolescente, que diz ser crime expor criança ou adolescente a vexame ou constrangimento, a mulher pode pegar entre dois e três anos de prisão. Por maus tratos aos animais, a pena é de três a um ano de detenção, além de multa.

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