Jornal Correio Braziliense

Cidades

Pelo menos 110 mulheres operadas no DF terão que trocar próteses mamárias

Uma média de 110 mulheres do Distrito Federal precisarão trocar as próteses de silicone das marcas Pip (Poly Implants Protheses), da França, e Rofil, da Holanda, preenchidas com material irregular. O anúncio foi feito pela Subsecretaria de Atenção à Saúde e a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica durante uma reunião nesta quarta-feira (25/1).

[SAIBAMAIS]Segundo a Secretaria de Saúde, as mulheres que fizeram implante mamário devem checar o certificado que lhes foi entregue na época da cirurgia e conferir a marca do material que foi utilizado. Caso seja confirmado que na plástica tenha sido realizada com os produtos reprovados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), a paciente deve entrar em contato com o médico que fez a cirurgia para ser examinada e passar por realização de exames.

Quando a pessoa não possuir o certificado da prótese que foi implantada, também deverá em contato com o médico ou com a instituição onde foi operada, para saber qual a prótese utilizada.

De acordo com a secretaria, os próprios médicos cirurgiões estão convocando as pacientes para serem examinadas e os planos de saúde serão obrigados pela Agencia Nacional de Saúde Suplementar (ANS) a cobrir todos os custos referentes a exames de imagem e troca das próteses.

Aquelas que não possuem planos de saúde serão encaminhadas para a rede pública. Durante a reunião, ficou estabelecido que será criado um ambulatório no Hospital Regional da Asa Norte (Hran) para atender as mulheres que forem encaminhadas pelos cirurgiões do serviço privado.

Prioridade

Segundo ordens do Ministério da Saúde, a prioridade para as cirurgias é para as pacientes que , após a ecografia mamária, apresentarem ruptura da prótese, dor, inflamação ou qualquer outra complicação na mama, ou fizeram a cirurgia para reconstrução mamária, ou apresentam caso de câncer de mama entre parentes de primeiro grau.

O Coordenador Marcelo Gêa ressalta que a Secretaria de Saúde não utilizou próteses com a marcas citadas. Ou seja, todos os encaminhamentos de pacientes devem proceder do setor privado. Lembrou ainda que, mesmo as pacientes que não apresentaram problemas, no entanto tiveram implantes com as marcas condenadas, serão acompanhadas por meio de exames periódicos e deverão ser avaliadas caso a caso.

Com informações da Secretaria de Saúde