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Falhas frequentes no metrô levantam suspeita de boicote dos metroviários

Às vésperas de mais uma greve dos metroviários, o sistema de transporte do Distrito Federal apresentou problemas pelo quarto dia consecutivo. Os veículos pararam no meio do caminho, das 8h10 às 9h20. Os responsáveis pela Metrô-DF investigam as causas do defeito e levantam a suspeita de que as falhas ocorrem como forma de pressão. A direção do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Transportes Metroviários (Sindmetrô), no entanto, descarta a hipótese e acusa a autarquia de negligenciar a manutenção da rede.

A categoria anunciou outra greve a partir de segunda-feira ; no fim do ano, houve a maior paralisação do gênero já registrada no país, com 37 dias de braços cruzados. Ainda assim, estava prevista uma assembleia às 21h de amanhã, na Estação Praça do Relógio. Mas até o fechamento da edição representantes do Sindmetrô, da Metrô-DF e do Ministério do Trabalho estavam em reunião para tentar chegar a um acordo. Reivindicam-se o fim das terceirizações, melhorias no sistema de trens e de estações, cumprimento de acordo coletivo e igualdade com as demais empresas do GDF.

Ontem, uma pane no sistema de informações da Metrô-DF impediu que o computador central da rede, no Centro de Controle Operacional (CCO), localizasse os trens em circulação. O aparelho coordena a distância e a velocidade dos veículos. Não permite, por exemplo, que um veículo fique a menos de 500 metros um do outro. Sem os dados das linhas, o CCO ordenou que os vagões parassem na estação mais próxima. Com isso, um trem que saiu de Ceilândia ficou com os passageiros presos na linha por cerca de 40 minutos, pois a Estação Praça do Relógio estava ocupada. Segundo o diretor operacional da empresa, Fernando Sollero, o procedimento garante a segurança dos usuários.

A matéria completa você lê na edição impressa deste sábado (11/2) do Correio Braziliense.