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Estado de Minas

Saúde colhe 4, 5 mil amostras de sangue por mês para o Teste do Pezinho


postado em 28/02/2012 17:01

Por mês, a rede pública de saúde do DF colhe, em média, 4, 5 mil amostras de sangue de recém-nascidos para fazer o Teste do Pezinho Ampliado, uma variação mais completa do exame laboratorial que detecta precocemente 21 doenças metabólicas, genéticas ou infecciosas que poderão causar lesões irreversíveis no bebê, como o retardo mental. No Brasil, somente o Distrito Federal oferece gratuitamente nos hospitais o exame mais detalhado. Nos estados, o Teste do Pezinho detecta apenas três doenças: hipotireoidismo congênito, fenilcetonuria e hemoglobinoapatias.

O procedimento é feito em, no máximo, 48 horas após o nascimento, e os resultados são liberados em até cinco dias. Quando são detectados problemas, a criança é encaminhada para tratamento na rede pública. “Isso aumenta a cobertura do diagnóstico precoce de doenças graves que se detectadas nos primeiros dias de vida podem ter cura”, afirma a coordenadora do Laboratório de Genética do Hospital de Apoio, Maria Terezinha de Oliveira Cardoso.

No Laboratório de Genética do Hospital de Apoio está instalado o único Espectrômetro de Massa em rede pública da América Latina. O equipamento de alta precisão tem capacidade para diagnosticar doenças metabólicas graves e fatais. O DF já ganhou, inclusive, um certificado de qualidade do Centro de Controle de Doenças (CDC) de Atlanta, nos Estados Unidos, que acompanha o progresso da cidade na atuação preventiva das doenças consideradas raras.

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