Jornal Correio Braziliense

Cidades

Área destinada ao desenvolvimento econômico tem ocupação irregular

Tornou-se parte da rotina administrativa do Distrito Federal facilitar a vida de empreendedores dispostos a instalar suas empresas e indústrias nas imediações da capital federal. Trata-se de uma estratégia de gestão em que o governo subsidia o terreno e concede incentivos fiscais de olho no retorno em forma de progresso. O fato é que esse estímulo deve seguir critérios rigorosos sob pena de virar privilégio de alguns. No Paranoá, uma região reservada para projetos dessa natureza acabou desvirtuada. Identificada como Área de Desenvolvimento Econômico (ADE) da cidade, a Quadra 3 do Setor de Expansões é sede para endereços residenciais, casas de festas e até para um motel estilo drive-in.

No fim dos anos 1990, o governo iniciou um projeto de expansão no Paranoá, não previsto no Decreto n; 11.921, de 25 de outubro de 1989, que fixava os limites da Região Administrativa VII. Foi a partir da medida que nasceram os conjuntos A e B da Quadra 3 do Setor de Expansão. Assim, a partir de 1991, terrenos de 800 metros quadrados foram loteados e cedidos a empresários da cidade como parte de um programa de incentivo do governo. No local, construiu-se asfalto, rede de água e de esgoto. Mas até hoje não é cobrado IPTU.