Na lista de eventos investigados com indícios de irregularidades estão 11 realizados em 2010 e sete no ano passado. Todos eles foram promovidos pelas administrações regionais e levaram a Secretaria de Transparência e Controle a cobrar providências com o intuito de recuperar os prejuízos. ;É uma forma de controle social. Se verificamos que houve prejuízo ao erário, vamos dar andamento para que isso seja ressarcido. Precisamos acompanhar os gastos do próprio governo;, explica o chefe da pasta, Carlos Higino. As providências estão relacionadas tanto no nível administrativo quanto criminal ou civil. O trâmite do processo é lento. Se comprovada a irregularidade, o administrador ou o responsável podem ser obrigados a restituir o valor gasto indevidamente na realização do evento ou mesmo serem demitidos. O problema é que, muitas vezes, como a administração tem indicação política e a investigação é demorada, quando o processo avança o responsável já pode até mesmo ter deixado o serviço público. Não há confirmação oficial de conclusão de processo que tenha obrigado algum ex-administrador a pagar alguma despesa excessiva com festas.