Além de Martha, foram denunciados dois policiais civis, um deles braço direito da delegada à época em que ela estava à frente das investigações do triplo homicídio ocorrido em 28 de agosto de 2009, no Bloco C da 113 Sul. O ex-ministro do TSE José Guilherme Villela, 73 anos, a mulher dele, Maria Carvalho Mendes Villela, 69, e a empregada da família, Francisca Nascimento da Silva, 58, foram encontrados mortos com 73 facadas no imóvel do casal de advogados. As investigações ficaram marcadas por várias reviravoltas (leia Memória).
As denúncias se referem a crimes cometidos na época da prisão de Alex Peterson Soares, Rami Jalau Kaloult e Cláudio José de Azevedo Brandão. Em novembro de 2009, eles acabaram detidos como suspeitos na participação do triplo assassinato, mas foram soltos por falta de provas. Durante a apuração do caso, a delegada disse ter encontrado na casa de Alex e de Cláudio a mesma chave que abria uma das portas de serviço onde viviam as vítimas. Mas a própria Polícia Civil do DF admitiu meses depois que os objetos eram os mesmos recolhidos pelos investigadores no dia da localização dos corpos.