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Estado de Minas

Em entrevista ao CB, psiquiatra defende prisão perpétua para psicopatas


postado em 03/06/2012 10:29

Condenada por um dos crimes com maior repercussão em Brasília, a ex-empregada Adriana de Jesus Santos poderá deixar a cadeia a qualquer momento. Ela já cumpriu mais de um sexto da pena pelo assassinato da estudante Maria Cláudia Del’Isola e teve bom comportamento durante os quase oito anos em que ficou presa. Por isso, pode receber o benefício da progressão de pena para o regime semiaberto. No entanto, Adriana ainda representa um risco à sociedade e não deveria ganhar a liberdade. A opinião é da psiquiatra Ana Beatriz Barbosa Silva, autora do best-seller Mentes perigosas: o psicopata mora ao lado, que já vendeu mais de 650 mil cópias desde o seu lançamento, em 2008.

“Não é possível imaginar um crime dessa natureza, com esses requintes de maldade e perversidade, que não tenha sido executado e planejado por alguém com uma personalidade psicopática”, diz a psiquiatra. Em entrevista ao Correio, Ana Beatriz afirma que criminosos psicopatas não podem ser recuperados nem com tratamentos psicológicos e, que nesses casos, a melhor solução seria a prisão perpétua. “Acho pouco provável que alguém que faça isso possa ter algum tipo de recuperação ou de arrependimento. Em países como a Austrália e o Canadá, e em alguns estados americanos, há diferenciação legal entre os criminosos psicopatas e os não psicopatas”, justifica. Ela defende mudanças na lei para que o Brasil também passe a adotar essa postura. A especialista garante que as pessoas com esses transtornos são dissimuladas e manipuladoras, e alerta os pais para a importância de observar comportamentos psicóticos em crianças.

“ A pessoa com psicopatia já dá sinais desde cedo, ela é uma criança que tem certa insensibilidade, que maltrata animais, que com recorrência comete atos antissociais, que machuca os colegas em brincadeiras mais agressivas e não tem respeito pela vida nem limites”, comenta. Para esses casos, ela explica que é possível amenizar os efeitos com psicoterapia e acompanhamento pedagógico.

Leia na edição impressa deste domingo (3/6) os principais trechos da entrevista

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