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Estado de Minas

Servidores do DF tiveram 30 dias de folgas extras nos últimos três anos


postado em 15/11/2012 07:00 / atualizado em 14/11/2012 22:19

Por conta da decisão do governo local, amanhã serão realizados apenas atendimentos de emergência nos hospitais públicos do DF(foto: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)
Por conta da decisão do governo local, amanhã serão realizados apenas atendimentos de emergência nos hospitais públicos do DF (foto: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)


O ponto facultativo de amanhã está mantido para todos os servidores do Distrito Federal. Embora o Ministério Público do DF e Territórios (MPDFT) e o Ministério Público de Contas (MPC) tenham recomendado ao Executivo local a suspensão da folga, o GDF se posicionou contrário ao entendimento. Além disso, não soube justificar o porquê da decisão. Até novembro deste ano, a administração local autorizou, por meio de decreto, que os servidores enforcassem quatro dias de trabalho, além dos seis previstos no calendário no início do ano. Em 2011, foram dois pontos facultativos a mais do que os oito determinados inicialmente. Um ano antes, o GDF concedeu 10 folgas extras. Em três anos, portanto, os funcionários do governo local trabalharam 30 dias a menos.

Inadequada e inoportuna. É como o professor de administração pública da Universidade de Brasília (UnB) José Matias-Pereira classifica a posição do Governo do Distrito Federal. Segundo ele, a decisão, por si só, não se justifica. "Além de criar dificuldades para o funcionamento da economia do DF, para a sociedade, que busca uma série de serviços e suporte nas ações de governo e acaba desamparada, atitudes como essa fazem com que Brasília caminhe em descompasso com o restante do país", argumenta. "É algo que não se coaduna com uma boa administração pública, pois praticamente paralisa a máquina pública. A população fica a mercê dessa carência", reforça.

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