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Correio Braziliense

Presa quadrilha de tráfico de lança-perfume que atuava no DF e 4 estados

A investigação aponta que a quadrilha distribuía de cinco a dez mil tubos por semana. Cada um pode ficar preso por até 25 anos


postado em 20/02/2013 06:57 / atualizado em 20/02/2013 20:30

Com o grupo foram encontrados 4.860 tubos de lança-perfume(foto: Divulgação/Polícia Civil)
Com o grupo foram encontrados 4.860 tubos de lança-perfume (foto: Divulgação/Polícia Civil)


Uma megaoperação prendeu quatro pessoas, por volta das 4h desta quarta-feira (20/2), em Foz do Iguaçu, no Paraná. Eles são suspeitos de comandar uma quadrilha de tráfico de lança-perfume, fornecendo a droga para São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Brasília. A ação, intitulada Nostalgia II, é comandada pela Coordenação de Repressão às Drogas (Cord), com o apoio da Divisão de Operações Especiais (DOE) e da Polícia Federal (PF).

Um das prisões foi a do líder da quadrilha, Daniel Malaquias, de 30 anos, morador de Campinas. Gessi do Amaral, 42, mora em Foz e era responsável pela negociação de preços dos entorpecentes. Joaquim dos Santos Rocha Monteiro, vulgo “mano”, 30, e Leandro Leite Santana, 26, também residem em Foz. O primeiro agenciava a venda ilícita e era responsável pela fiscalização das rodovias, para alertar sobre blitzes. O segundo era responsável pelo transporte, carregamento e descarregamento das drogas. Uma mulher, também detida em Campinas, ainda é ouvida pela polícia para que seja revelado o envolvimento dela no caso.

Além dos entorpecentes, a polícia também apreendeu armas, carros de luxo e dinheiro em espécie(foto: Divulgação/Polícia Civil)
Além dos entorpecentes, a polícia também apreendeu armas, carros de luxo e dinheiro em espécie (foto: Divulgação/Polícia Civil)


A droga, originária da Argentina, era entregue em Foz do Iguaçu. De lá seguia em caminhões para Campinas, em São Paulo, de onde era espalhada para os demais estados. Com o grupo foram encontrados 4.860 tubos de lança-perfume, duas armas calibre .380, uma arma .38 e uma pistola 9mm. Também foram apreendidos cinco carros de luxo, provavelmente comprados com o dinheiro do tráfico, em negócio que rendia cerca de R$ 100 mil semanalmente.

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Esquema organizado

A investigação aponta que a quadrilha distribuía de cinco a dez mil tubos para essas regiões a cada 15 dias. Na ação, feita de forma organizada, o carregamento de entorpecentes era misturado a materiais lícitos, que tinham nota fiscal, para tentar driblar fiscalizações em rodovias. O diretor da Cord, Luiz Alexandre Gratão, destacou a quantidade “absurda” de drogas, além de ressaltar que a ação coordenada, feita com fiscalização rotineira, poderia levar muito tempo até ser descoberta. Para a polícia, a prisão do empresário Raidon de Oliveira dos Santos, 38 anos, no ano passado, abriu brechas para acabar com todo o esquema. “Em outubro a gente cortou um braço de distribuição importante para o DF, com a apreensão das drogas e a prisão do Raidon. Agora, nós conseguimos cortar a cabeça da quadrilha”, disse Gratão.

Entenda o caso

A Nostalgia 2 é uma continuação de operação homônima, deflagrada no ano passado, quando foram presas oito pessoas. Com a quadrilha foram encontrados mais de quatro mil frascos de lança-perfume e 5 mil comprimidos de ecstasy. Entre os presos estava um empresário do setor de telefonia do Distrito Federal. Raidon de Oliveira dos Santos, 38 anos, foi apontado pela polícia como o chefe da quadrilha. Segundo a polícia, ele distribuía lança-perfume e ecstasy para os demais integrantes do grupo, que revendiam em festas e shows na capital federal. À época foi considerada a maior apreensão feita pela polícia. Esta supera em quantidade de lança-perfume, com quase mil frascos a mais.

Os suspeitos seguem presos e devem responder à Justiça por tráfico de drogas e associação ao tráfico. Juntas, as penas podem chegar a 25 anos de prisão. Eles também responderão criminalmente pelos crimes revelados na operação do ano passado, o que deve aumentar ainda mais a pena.

 

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