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Estado de Minas

Perfil de manifestantes é plural, assim como as causas reinvindicadas

Boa parte dos milhares de participantes do ato realizado na Esplanada tem menos de 20 anos, nunca se filiou a partido político e mora tanto nas áreas nobres quanto na periferia do DF. Parte da ação começou na internet


postado em 18/06/2013 06:01

Gente jovem reunida diante do Museu Nacional da República: a maioria dela jamais participou de atos públicos como o dos últimos dias(foto: Ronaldo de Oliveira/CB/D.A Press)
Gente jovem reunida diante do Museu Nacional da República: a maioria dela jamais participou de atos públicos como o dos últimos dias (foto: Ronaldo de Oliveira/CB/D.A Press)


De playboys a punks. De ciclistas a skatistas. De moradores do Lago Sul a habitantes das cidades goianas vizinhas do DF. De estudantes do ensino fundamental a universitários. Gente com e sem tatuagem. Alguns com dreadlocks, outros com mechas vermelhas ou loiro platinado. Uns de chinelo, outros de tênis. O perfil dos integrantes dos protestos que tomaram as ruas de Brasília é tão plural quanto as causas que levaram milhares às ruas.

Pessoas insatisfeitas com o transporte público, com a qualidade dos hospitais, com os gastos nas Copas, contra a corrupção e a PEC 37 (que pretende tirar do Ministério Público o poder de conduzir investigações criminais). A maioria absoluta antipática a qualquer partido político. Tanto que um grupo de 10 pessoas com camisetas e bandeiras do PSTU acabou expulso pela multidão. Em meio a ela, havia até criança, idoso e cadeirante. Todos com cartazes e frases de protesto pintados à mão nas vestimentas e no corpo. E nenhum líder de destaque.

A manifestação de ontem surgiu no Facebook, em um evento criado de forma despretensiosa por Jimmy Lima, 17 anos, estudante do Setor Leste. Ela ganhou o nome de Marcha do Vinagre para ironizar a prisão de um repórter durante a cobertura dos protestos de sexta-feira na capital paulista por levar o produto na mochila. Jimmy nunca havia participado da preparação de nenhum ato. “Acompanhei o que aconteceu em São Paulo, aqui e em outras cidades e fiquei indignado. Conversei com amigos e percebemos que não é mais possível assistir a tudo parado. Precisávamos nos manifestar se queremos um país melhor”, disse. O jovem acompanhou de perto cada passo da manifestação, pedindo sempre aos presentes para manter a calma e a passeata, pacífica.

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