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Estado de Minas

Aylton Gomes e Rôney Nemer terão de devolver mais de R$ 4 mi aos cofres

Os deputados distritais são acusados de participar do esquema da Caixa de Pandora. De acordo com a Justiça, ambos recebiam mesada para aprovar projetos de interesse do governo


postado em 22/06/2013 08:39

Além de ter que ressarcir os cofres públicos, os direitos políticos de Roney Nemer (E) e Aylton Gomes (D) foram suspensos por 10 anos(foto: Cadu Gomes/CB/D.A Press)
Além de ter que ressarcir os cofres públicos, os direitos políticos de Roney Nemer (E) e Aylton Gomes (D) foram suspensos por 10 anos (foto: Cadu Gomes/CB/D.A Press)

Os deputados distritais Aylton Gomes (PR) e Rôney Nemer (PMDB) foram condenados ontem por envolvimento no suposto esquema de pagamento de propinas em troca de apoio político ao Executivo, entre 2007 e 2009, na Câmara Legislativa. O juiz Álvaro Ciarlini, da 2ª Vara de Fazenda Pública do DF, mandou os parlamentares devolverem a mesada que teriam recebido e ainda triplicou esse montante como multa pela participação no episódio. O magistrado aplicou também uma indenização no valor de R$ 1 milhão a título de danos morais para a população pelo constrangimento provocado pelo escândalo da Caixa de Pandora, de repercussão nacional.

No total, Aylton Gomes terá de desembolsar R$ 2,092 mihões e Nemer R$ 2,104 milhões para ressarcir os prejuízos apontados pela Justiça. Eles também ficaram com os direitos políticos suspensos e impedidos de firmar contratos com o Poder Público pelo período de 10 anos. Ambos poderão ainda recorrer à segunda instância para tentar reverter a sentença. Esses são os primeiros deputados distritais ainda com mandato condenados pela participação nas denúncias da Pandora.

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Álvaro Ciarlini já proferiu sentenças contra os ex-deputados Eurides Brito (PMDB), Júnior Brunelli (sem partido) e Rogério Ulysses (sem partido). Entre os parlamentares da base de apoio do governo Arruda, respondem na Justiça a ações de improbidade semelhantes ex-presidente da Câmara Legislativa Leonardo Prudente (sem partido) e o deputado Benedito Domingos (PP). Eles estão com os bens bloqueados há dois anos, desde que os promotores de Justiça do Núcleo de Combate às Organizações Criminosas (Ncoc), do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios, responsáveis pela investigação, ingressaram com as ações na esfera cível.

 

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