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Estado de Minas

Arquitetos do aeroporto JK dizem que não foram consultados sobre reforma

Autores do projeto do Aeroporto Internacional Juscelino Kubitschek, implantado há mais de duas décadas, reclamam não terem sido comunicados sobre alterações no plano original promovidas pela Infraero e pelo consórcio que administra o terminal


postado em 13/07/2013 06:35 / atualizado em 12/07/2013 22:25

Estruturas na cor vermelha e espelhos d'água foram previstos no projeto desenvolvido na década de 1990(foto: Arquivo Pessoal )
Estruturas na cor vermelha e espelhos d'água foram previstos no projeto desenvolvido na década de 1990 (foto: Arquivo Pessoal )

“Como uma música, uma pintura ou um poema, não podemos alterar um projeto arquitetônico simplesmente acrescentando o nome de outro autor à obra. Um profissional diferente fazer a reforma de um prédio é perfeitamente normal, isso não se discute. Mas é preciso consultar o autor do original”, defende Alberto de Faria, presidente do Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Distrito Federal (CAU-DF). É com esse argumento que o arquiteto Sérgio Roberto Parada acusa a Infraero e a Inframerica de ferirem a lei de direitos autorais.

A reguladora e a concessionária fizeram planos de intervenções no projeto original do Aeroporto Internacional Juscelino Kubitschek, assinado por Parada, Rosa Kliass e Luciano Fiaschi. O trio e a entidade representativa reconhecem a necessidade de mudanças no terminal, principalmente pelo aumento no fluxo de passageiros, mas questionam a maneira como as obras ocorreram — sem consulta aos autores. Por meio da assessoria, o consórcio do JK afirmou que, até agora, não recebeu um documento oficial do arquiteto e está aberto ao diálogo para ouvir críticas e sugestões.

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