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Estado de Minas

Brasilienses ainda mantêm viva a tradição de escrever cartas à mão

Apesar de a tecnologia oferecer ferramentas que permitem a troca instantânea de mensagens, há brasilienses que mantêm o romântico hábito de escrever cartas. O carinho e a amizade, dizem, são mais bem traduzidos pelo texto manuscrito


postado em 04/08/2013 08:02 / atualizado em 03/08/2013 20:22

O padre José Debortoli costuma escrever ao menos 15 cartas por mês:
O padre José Debortoli costuma escrever ao menos 15 cartas por mês: "É a melhor forma de manter uma amizade"


Notícias, carinhos, felicitações, sonhos, perguntas. Tudo isso pode estar dentro de um envelope. Enquanto a maioria das pessoas aproveita as facilidades da tecnologia e troca mensagens, tuítes, e-mails e recados em redes sociais, algumas não abrem mão do encanto de escrever e enviar cartas. Capricham na escolha do papel e da caneta, perfumam as laudas, anexam flores, fotografias, desenhos. Gente como o padre José Debortoli, 79 anos, que costuma redigir ao menos 15 a cada mês. “É a melhor forma de manter uma amizade”, conta o religioso, que reza missas diariamente na Paróquia Nossa Senhora das Graças da Medalha Milagrosa, na 908 Norte.

Apesar de se manter fiel ao bloquinho de papel, o pároco acompanhou a evolução da comunicação. Também aproveita as facilidades que só a internet é capaz de proporcionar. No entanto, para alguns amigos, faz questão de dedicar tempo e palavras. É o caso de uma colega de Bezerros (PE), que conhece há 40 anos. Com ela, trocou “centenas de cartas”. Há 53 anos na Igreja Católica, revela que, ao longo do tempo, o teor das correspondências sofreu mudanças. “No começo, era essencialmente para o apostolado — difusão da doutrina cristã —, mas, hoje, é para manter os laços com quem está longe.”

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Na segunda passagem por Brasília, o padre ocupa um quarto simples na Casa Paroquial. Na mesinha que usa para escrever, uma imagem de Nossa Senhora inspira a produção. Nascido em Salto Veloso (SC), Debortoli já passou por várias cidades ao longo da vida sacerdotal. Em cada nova casa, faz mais amizades e aumenta o número de destinatários das cartas. “Para muita gente, é perda de tempo, mas eu considero escrever uma mania boa”, acredita.

 

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