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Estado de Minas

Novo secretário de educação assume pasta que enfrenta crise e entraves

Distrito Federal sofreu com indecisões na implementação de ciclos e semestralidade, além do ensino integral. Creches prometidas também não foram construídas. São sérios problemas deixados por antecessores que novo secretário terá que resolver


postado em 30/08/2013 06:00

A Escola Classe Vila da Boa, em São Sebastião, é uma das unidades em que a educação integral está em funcionamento: bandeira do novo secretário(foto: Gustavo Moreno/CB/D.A Press)
A Escola Classe Vila da Boa, em São Sebastião, é uma das unidades em que a educação integral está em funcionamento: bandeira do novo secretário (foto: Gustavo Moreno/CB/D.A Press)

 

Nomeado em meio a rumores de acordo político para a campanha de 2014, o arquiteto Marcelo Aguiar, até ontem filiado ao PDT, assume uma das pastas mais importantes do governo do Distrito Federal. Trata-se de um setor que enfrenta crises desde o início da atual administração e é apontado até por aliados do governador Agnelo Queiroz (PT) como uma área que não deslanchou. Entre os principais entraves, está a política pedagógica de ciclos para o ensino fundamental e de semestralidade para o médio. A implementação da educação integral também é uma das pendências. Ainda entra na lista a melhoria do diálogo com as entidades representativas.

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Marcelo Aguiar assume o cargo no lugar de Denilson Bento da Costa, que passa a exercer a função de assessor especial de Conteúdo e Informação, da Governadoria do DF. Denilson sofreu forte desgaste após anunciar, no início do ano, a mudança pedagógica em 291 escolas, sem a devida discussão com a sociedade. O governador chegou a intervir, mas a avaliação é de que um recuo causaria um prejuízo aos mais de 148 mil estudantes afetados. A decisão foi parar na Justiça, por intermédio do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), e continua a somar multa diária de R$ 1 mil por descumprimento.

O imbróglio afetou ainda a relação do governo com as entidades representativas. “Esperamos um compromisso moral do novo secretário em abrir a discussão com a categoria para que o projeto seja legitimado ou não”, afirmou o diretor do Sindicato dos Professores (Sinpro), Washington Dourado. A crítica do dirigente é de que a proposta ocorreu sem planejamento e sem o diálogo com todos os setores interessados.

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