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Estado de Minas

Conheça histórias de dependentes químicos que tentam recomeçar a vida

O Correio passou 24 horas em uma casa de recuperação de dependentes químicos situada em uma fazenda na Cidade Ocidental, no Entorno.


postado em 22/09/2013 08:00

(foto: Iano Andrade/CB/D.A Press)
(foto: Iano Andrade/CB/D.A Press)

A carta escrita à mão trêmula revela um pedido de socorro. Bêbado, sujo e ainda tomado pelo efeito devastador do crack, José*, 56 anos, resumiu em sete linhas o desejo de se libertar das drogas e do álcool. Num dos trechos, admite não ser capaz de se recuperar sem acompanhamento profissional. “Realmente, cheguei à conclusão de que sozinho não encontraria forças para superar esse flagelo”, escreveu.

Após uma década entregue ao vício, o servidor da Secretaria de Saúde — afastado do trabalho há três anos — tentava, nas próprias palavras, resgatar um pouco da dignidade. Escolheu o último dia 16 para pôr fim à escravidão do pó, da pedra e da cachaça. Internou-se voluntariamente em um centro de tratamento. Tem consciência de que essa pode ser sua última chance. “Se eu não conseguir parar agora, vou morrer”, resumiu.

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Ali, José se juntou a outros 64 homens com o mesmo objetivo: derrotar a dependência química. Eles estão internados na casa de recuperação Salve a Si, situada numa fazenda a 70km de Brasília, na Cidade Ocidental (GO). Escrever uma carta como a de José faz parte do protocolo de entrada na clínica. A reportagem do Correio passou 24 horas no local e viu de perto como é difícil o recomeço de uma vida limpa.

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