Publicidade

Estado de Minas

Mestre em judô apoia-se na experiência para aprender a melhorar o mundo

Esse é o objetivo do pai de três filhos, que hoje, além das aulas no tatame, também se dedica a pintura, culinária e pescaria


postado em 03/11/2013 06:10 / atualizado em 03/11/2013 08:12

(foto: Ana Rayssa/Esp. CB/D.A Press)
(foto: Ana Rayssa/Esp. CB/D.A Press)

“A gente carrega um peso como se fosse responsável pelo que acontece em nossa volta. Passei 70 anos carregando um saco de cimento nas costas. Aí, pensei, vou deixar isso de lado”

Aos 70 anos, Takeshi Miura descobriu que não era capaz de mudar o mundo inteiro. Mas podia melhorá-lo. O primeiro passo para atingir o ambicioso objetivo era rever as cobranças que fazia a si mesmo. O sensei, ou mestre, acostumado a treinar crianças, jovens e adultos com a rígida técnica e filosofia do judô, percebeu que, para continuar como o “homem mais feliz do universo”, precisava abrir mão de algumas responsabilidades. Filho de japoneses, Miura construiu uma carreira sólida como atleta e treinador. A arte marcial, assim como os valores nela inseridos, o guiaram e garantiram incontáveis troféus e medalhas. Sem esconder o orgulho, ele lembra do ouro nos jogos Pan-Americanos de 1967, em Winnipeg, no Canadá.

Leia mais notícias em Cidades

A dedicação ao esporte ganhou força com o decorrer dos anos. Apaixonado pela modalidade, ele montou uma academia e tornou-se professor ainda na década de 1970. Era a chance de transmitir a experiência e a sabedoria adquiridas no tatame. O reconhecimento veio em 2000, com a faixa vermelha de 9º dan — segunda graduação mais alta do judô. Em Brasília, apenas dois mestres têm o título. Sem deixar de lado a ambição de competidor, ele pretende alcançar o 10º dan. Se conseguir, será o primeiro brasileiro. Com tanta garra e disposição, decidiu mudar de postura há um ano. “A gente carrega um peso como se fosse responsável pelo que acontece em nossa volta. Passei 70 anos carregando um saco de cimento nas costas. Aí, pensei, vou deixar isso de lado. Não completarei 71 anos, mas 70 e primeiro”, brinca.

A matéria completa está disponível aqui para assinantes. Para assinar, clique aqui.

Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação

Publicidade