Cidades

Livros reúnem relatos de brasilienses adotados por famílias estrangeiras

Iniciativa de duas servidoras do Tribunal de Justiça do DF e Territórios reúne em livros relatos de pequenos brasilienses recebidos por famílias estrangeiras. Em cada publicação, há histórias íntimas, muitas vezes dolorosas, de quem aguarda acolhimento em abrigos

postado em 16/11/2013 07:43
Thaís e Naisa, idealizadoras do Era uma vez... O re-contar de uma história
;Chegou um dia em que a mãe de barriga não pôde mais cuidar dos amigos inseparáveis. Doeu no seu coração ter que se separar dos filhos amados. Mas seu amor era grande, tão grande, que ela fez questão de escolher um lugar muito legal para eles ficarem. Um lugar que eles pudessem dormir numa cama bem quentinha, receber cuidados.; O doloroso relato faz parte do livro A história de dois irmãos-amigos, que não está disponível em nenhuma livraria. Foi levado por dois garotinhos que moravam em um abrigo brasiliense para a Itália, onde, desde o ano passado, eles começaram a escrever novos capítulos de suas vidas.

A obra foi o primeiro exemplar do projeto Era uma vez... O re-contar de uma história, criado pela Comissão Distrital Judiciária de Adoção (CDJA) do Tribunal de Justiça do DF e Territórios. O órgão é o responsável por mediar a inserção de crianças abrigadas no Distrito Federal em famílias estrangeiras interessadas em acolhê-las. ;Em média, temos 10 encontros de preparação com elas, quando ouvimos a história de cada uma, as dúvidas e os anseios. Foge bastante da linguagem do processo com a qual estamos acostumadas, do ato de escrever para o juiz;, conta Thaís Botelho Corrêa, secretária executiva da CDJA e uma das idealizadoras do projeto.

De acordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), a adoção é uma medida excepcional, que deve ser usada depois de esgotadas todas as possibilidades de inserção da criança no convívio do pai e da mãe e da família extensa (avós, tios etc.). A internacional, portanto, é uma medida ainda mais especial (leia O que diz a lei) e, por isso, impõe regras igualmente rígidas, que acabam refletidas em números. Dados da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República indicam que, em 2011, 315 brasileirinhos deixaram o país para viver com novas famílias.

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