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Estado de Minas

Policial fica paraplégico após treinamento da PM e não recebe benefícios

Cabo levou um tiro na medula em treinamento marcado por sucessão de falhas. O acidente aconteceu em 2008 e, desde então, a vítima não recebeu nenhum benefício. Enquanto isso, os responsáveis foram até promovidos


postado em 22/11/2013 08:41 / atualizado em 22/11/2013 15:07

Saul Humberto Martins, policial ferido durante treinamento da Polícia Militar, espera por idenização(foto: Iano Andrade/CB/D.A Press)
Saul Humberto Martins, policial ferido durante treinamento da Polícia Militar, espera por idenização (foto: Iano Andrade/CB/D.A Press)

Um erro brutal cometido durante treinamento da Polícia Militar do Distrito Federal aparece como exemplo da falta de preparo da corporação. As imagens de um vídeo feito em 2008 (veja no site) mostram um integrante do Serviço de Inteligência da PM sendo baleado nas costas durante um exercício de rotina. As cenas são fortes e indicam uma sucessão de erros na prática militar, que deixou paraplégico o cabo Saul Humberto Martins, hoje com 46 anos. O acidente aconteceu em 8 de abril de 2008. Um tenente coordenava um grupo formado por cerca de 30 novatos. Naquele dia, eles deveriam aprimorar as técnicas de revista pessoal. Saul, então com 19 anos de Polícia Militar, foi convocado para ajudar na simulação.

Ele deveria se passar por um bandido e recebeu a orientação de tentar tomar a arma do soldado que o revistava. Enquanto era examinado pelo colega de farda, Saul ficou sob a mira da pistola de outro militar. Saul aproveitou uma distração do policial e tentou imobilizá-lo. O soldado que dava cobertura atirou. Para o desespero de todos, a arma dele estava carregada, contrariando as regras do curso.

A bala entrou pela omoplata, perfurou a coluna e se alojou na medula de Saul. Após 30 dias de internação no Hospital Regional de Taguatinga (HRT), ele recebeu a notícia de que não poderia mais andar. E depois de um longo processo na Corregedoria da PM, o instrutor do curso e o responsável pelo disparo foram condenados a nove meses de prisão, mas a pena acabou convertida em serviços à comunidade.

O tenente que chefiava a operação foi acusado de negligência, uma vez que não conferiu o armamento (leia quadro). Saul lembra que, antes de todos entrarem na área reservada ao curso, revistou as armas. “Eu ia ficar na linha de tiro e tive o cuidado de conferir uma por uma”, contou. Porém, o soldado que efetuou o disparo pediu para sair no meio da instrução a fim de comprar um remédio para dor de cabeça. Ao deixar o local, carregou a pistola. Quando voltou, esqueceu de retirar a munição. O oficial que coordenava a ação também não verificou o armamento novamente.





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Veja reportagem da TV Brasília: 

 

 

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