Jornal Correio Braziliense

Cidades

Volume de negócios em lojas que vendem produtos religiosos é significativo

Para os católicos, os dias que antecedem ao 25 de dezembro são os melhores. As lojas dedicadas aos cultos afros, ganham com as festejos do réveillon

O Natal é, para o comércio em geral, a data de maior expectativa de vendas do ano. Apesar de a data estar repleta de significados espirituais, o ramo de artigos religiosos parece não seguir a tendência com tanta força. Não existem dados oficiais sobre esse nicho de mercado. As entidades representativas não calculam se o período incrementa esse ramo de negócios. Os comerciantes se baseiam na própria experiência, para lançar previsões para o mês e na fé, para acreditar em aumentos significativos.

No caso do Santuário Dom Bosco, o movimento segue a lógica das férias e dos feriados. De acordo com funcionários, junho seria o mês mais cheio. No local, as vendas ocorrem quando há turistas. No caso da Ave Maria, a percepção é de alta no período. O estabelecimento oferece desde santinhos de R$ 0,15 a imagens de R$ 500, além de cartões de Natal, terços, bíblias, agendas, CDs, camisetas e outros artigos. ;Estamos vendendo muitos presentes. As pessoas pedem embrulho, então não há como não saber;, diz a gerente Neira de Carvalho.

A dona de casa Luzia Carvalho, 65 anos, vai levar agendas com leituras bíblicas diárias, anjinhos, imagens para ;amigos de fé;. ;Temos um grupo de oração há 20 anos e acho que cabe presentear com algo que tenha a ver com a espiritualidade;, explica. O grupo faz uma novena de Natal e, no último dia, uma confraternização, quando trocam os presentes. Mesmo sem ser católica praticante, Maria Emília Guimarães, 55 anos, decidiu comprar os presentes na loja da Canção Nova. ;Vou dar um presépio para minha irmã e dois DVDs para minha mãe, um de pregação e outro de música. Minha mãe tem 87 anos e é muito ligada à religião. Não tem presente melhor para ela;, afirma. No local, a clientela também procura por livros e vídeos de palestras.

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